BRASIL DESENVOLVE SUPER CANHÃO A LASER E A NAVE HIPERSÔNICA 14 X

O 14 X


Um lazer muito potente, com cerca de 2,5 bilhões de watts( o equivalente a 25 milhões de lâmpadas), é disparado contra a traseira de um foguete. Incrivelmente quente atinge 25 mil graus ou 5 vezes a temperatura da superfície do Sol – o raio gera uma onda de calor que faz o ar se expandir e empurra o foguete para frente a 7700 km por hora (sete vezes a velocidade do som) Pode parecer uma tecnologia de ficção científica, mas já existe – e no Brasil. O super canhão a lazer foi criado no Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica (IEAV) em São José dos Campos, e está sendo desenvolvido em conjunto com o governo dos EUA.
A grande vantagem do lazer é que ele permite lançar foguetes a grande distância carregando pouco combustível a bordo – o que poderá revolucionar as viagens espaciais. Hoje apenas 5% da carga de um foguete é carga útil, o resto é combustível.
A nova tecnologia poderá deixar os lançamentos espaciais 100 vezes mais baratos – e mais seguros também. O super canhão será testado com um pequeno foguete não tripulado, cujo primeiro vôo está previsto para 2013.

O 14 X

Estão também avançados os estudos sobre o  14-X . Será uma aeronave experimental com previsão de início dos testes para 2013 e utilizará motores Scramjet para voar em altíssima velocidade.

Os testes envolvem carregar o 14-X para o espaço com um foguete e, inicialmente, anotar os dados de sua aceleração e motor a 100 mil pés de altura sem desacoplá-lo. Caso tudo dê certo, no terceiro teste ele será solto e poderá atingir sua potência máxima de Mach 10, ou 12.258 km/h.

A utilização de motores Scramjet é a grande sacada do 14-X — por não ter partes móveis, ele consegue reduzir o peso sem sacrificar a velocidade. O único problema é que ele precisa sempre de alguém mais rápido para andar de mão dada, já que ele não consegue ser ativado em baixas velocidades ou saindo do solo. Ficamos na expectativa do 14-X sair do papel em breve. Será que seu nome é uma homenagem ao 14-Bis? [MeioBit]

Estado Palestino? Recado de Israel e dos EUA

Estado Palestino


O recado de Israel: não vamos reconhecer o Estado palestino.

O recado dos Estados Unidos: Vetaremos qualquer Resolução a favor de um Estado Palestino.

O recado da mídia: os palestinos não querem negociar.

Recado dos palestinos: setembro está chegando.

Eu poderia, por exemplo, fazer inúmeras divagações sobre as manifestações dos últimos dias sobre o estado palestino, principalmente manifestações de israelenses e estadunidenses.

Mas é perda de tempo.

Estados que precisam da guerra para sobreviver, jamais serão favoráveis à paz.

Principalmente quando contam com o apoio incondicional da mídia.

Postado pelo Blog do Bourdoukan

Rodada climática de Bonn começa com péssimas notícias


Diplomatas de 200 países, reunidos em Bonn, na Alemanha, desde segunda-feira (6/6), são obrigados a encarar a realidade do recorde de emissões de gases do efeito estufa em 2010 e o fato de que o prometido financiamento para a mitigação e adaptação ao aquecimento global até hoje não saiu do papel. O encontro parece ser um dos mais difíceis já realizados pela ONU. Isto porque a falta de ações mais concretas para lidar com as mudanças climáticas está começando a ficar , com a divulgação de dados alarmantes sobre emissões, preço dos alimentos e falta de financiamento que não podem mais ser disfarçados ou ignorados. A rodada de Bonn vai até o dia 17/6 e é a última antes da grande Conferência do Clima de Durban (COP-17).

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (AIE) publicou um relatório que demonstra que as emissões de gases do efeito estufa chegaram a 30,6Gt em 2010, um recorde histórico. Um dos significados desse número é que a queda nas emissões registrada em 2009 não foi fruto de ações climáticas, mas da simples retração na produção industrial por causa da crise econômica.

“Depois de quase duas décadas de negociações com o objetivo de limitar as emissões, nós ainda assim temos que encarar que elas estão subindo e alcançando níveis recordes”, disseram decepcionados Antônio Lima, embaixador de Cabo Verde e Pa Ousman Jarju, líder do bloco dos países menos desenvolvidos.

A ONG britânica Oxfam também apresentou um estudo importante, no qual afirma que os preços de alimentos básicos devem mais do que dobrar em 20 anos. Até 2030, o custo médio de colheitas consideradas chave para a alimentação da população global vai aumentar entre 120% e 180%. Pelo menos metade desse aumento seria relacionada às mudanças climáticas.

Para finalizar a lista de péssimas notícias, o World Resources Institute (WRI) avaliou as promessas e ações de financiamento climático dos 21 países mais desenvolvidos do mundo e mostrou que pouca coisa saiu do papel. Dos US$ 30 bilhões prometidos há 18 meses na Conferência do Clima de Copenhague, apenas US$ 12 bilhões já foram previstos de verdade nos orçamentos dos governos e desses somente cerca de 30% foram liberados.

“Estamos abatidos diante dos impactos negativos das mudanças climáticas. Os países mais vulneráveis estão sob grande pressão, tanto do clima quanto da pobreza. O dinheiro do financiamento deve começar a ser distribuído o quanto antes para ajudar pessoas na Ásia, África e América Latina”, afirmou ao jornal britânico The Guradian um negociador que não quis se identificar.

Entraves

Apesar de todos esses fatores indicarem que é hora de união e mobilização, pouco se espera da rodada de Bonn. Muitos países importantes estão enfrentando situações que não favorecem que este seja um momento de generosidade. Diversas nações europeias, como Espanha, Portugal e Itália estão enfrentando crises econômicas, que já refletiram nas políticas de subsídios para energias renováveis e que provavelmente vão levar ao aumento de emissões.

Outros países, como Japão e Alemanha, estão revendo sua política energética em virtude do desastre na usina nuclear de Fukushima. A tendência é que a utilização de energia nuclear seja reduzida progressivamente, levando também, em um primeiro momento, ao aumento das emissões.

Já nos Estados Unidos o problema é a divisão sobre que importância dar ao aquecimento global. Tentativas de leis climáticas não conseguiram ser aprovadas e as inciativas de mercados de carbono ainda enfrentam muitos obstáculos. O mais promissor deles, o da Califórnia, pode ficar na geladeira mais um ano.

Para piorar ainda mais a perspectiva de avanços em Bonn, existe o grande racha com relação ao Protocolo de Quioto. Durante o último encontro dos países integrantes do G8, Estados Unidos, Canadá, Rússia e Japão afirmaram que não assinarão a extensão do tratado. Por sua vez, o bloco do BASIC, formado por Brasil, África do Sul, Índia e China, também se reuniu e decidiu defender uma posição unida pela extensão do Protocolo.

Assim, a rodada de Bonn tem tudo para ficar estagnada por causa do conflito entre países ricos e emergentes. Cumprindo o que talvez seja o seu papel, a presidente da UNFCCC, Christiana Figueres, se disse otimista para o encontro. “Eu vejo duas tendências encorajadoras. Países, incluindo as maiores economias, estão promovendo políticas de baixo carbono, mesmo que não as estejam rotulando de ‘climáticas’. A outra linha vem da iniciativa privada, que cada vez mais está interessada em participar da nova economia verde e da geração limpa de energia.”

A HIPÓTESE GAIA

Em 1916 o cientista T.C. Chamberlin explicou com a seguinte frase a importância da interação dos seres vivos com o meio ambiente: “o mais importante reside em convencer tantas pessoas quanto pudermos de q ue a nossa Terra não é um planeta morto, mas um organismo vivo e ativo”.
Posteriormente em 1979, James E. Lovelock publicou o livro Gaia: uma nova maneira de se ver a vida na Terra., em que formula a hipótese Gaia, nome escolhido com base na mitologia grega, pois Gaia era a deusa da Terra, mãe de todos os seres vivos. Segundo essa hipótese a Terra deve ser compreendida como um imenso organismo vivo, capaz de obter energia para seu funcionamento e capaz de se autorregular, como fazem os seres vivos.Essa hipótese propõe que os seres vivos são capazes de modificar o ambiente físico, tornando-o mais adequado à sobrevivência. Assim, a Terra seria um planeta em que a vida controla a manutenção da própria vida.
Um dos exemplos dados refere-se à composição dos gases da atmosfera terrestre, em que o alto teor de O2 e o baixo teor de CO2, só são mantidos pela fotossíntese: portanto, sem a atuação de organismos fotossintetizantes não haverá possibilidade de manutenção da maioria das formas de vida que existem hoje na Terra.
Segundo a Hipótese Gaia, a atmosfera terrestre não desenvolveu a capacidade de sustentar a vida apenas pela interação das forças físicas, surgidas ao acaso, para depois a vida evoluir, adaptando-se às condições ambientais que já existiam. Na verdade, a própria vida interferiu na composição da atmosfera, tornando-a mais adequada à sobrevivência dos organismos.
Essa hipótese causou grande impacto nos meios científicos. Apesar das discussões calorosas que geralmente ocorrem quando se fala em Hipótese Gaia, ela carrega uma mensagem metafórica muito importante: a Terra pode ser vista como um organismo em que os seres vivos e o meio ambiente formam sistemas inter-relacionados e inseparáveis.
GAIA

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE


Dia 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente, onde na realidade não há muito o que comemorar. É um dia mais para  reflexão e tomada de consciência sobre para que rumos os homens estão conduzindo o planeta, ou , o que resta dele.
Pensei em mil textos, mil imagens, mil alertas para postar nesse dia para um Momento de Reflexão, mas depois de muito rodar, decidi simplesmente que Catulo daria a mensagem com toda a serenidade que o sotaque nordestino lhe proporcionou, sabendo retratar, como ninguém, o rumor da terra.

O LENHADOR
UM lenhadô derribava
as árve, sem percizão,
e sêmpe a vó li dizia!
“Meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração!”

O lenhadô, n’um muchôcho,
e rindo, cumo um sarváge,
dizia que os seus consêio não
passava de bobage.
[...]
Do lado do capinzá,
adonde pastava o gado,
táva um grande e véio ipê,
que o avô tinha prantado.

Despois de levá na roça
c’uma inxada a iscavacá,
debáxo d’aquela sombra,
nas hora quente do dia,
vinha o véio discansá.

Se era noite de luá,
ali, num banco de pedra,
c’uma viola cunversando,
o véio, já caducando,
rasgava o peito a cantá.

Apois, meu branco, o tinhoso,
o bruto, o máo, o tirano,
a fera disnaturada,
um dia jogou no chão
aquela árve sagrada,
que tinha mais de cem ano!

Mas porém, quando o tinhoso
isgaiava o grande ipê,
viu uns burbuio de sangue
do tronco véio iscorrê!

Sacudiu fora o machado,
e deu de perna a valê!

E foi correndo!... correndo!!
Cada tronco que ia vendo
das árve que ele torou,
era um braço alevantado
d’um hôme, meio interrado,
a gritá: “Vae-te, marvado!...
Assassino!... Matadô!
Foi Deus quem te castigou!”

Catulo da Paixão Cearense


IPÊ

CERRADO BRASILEIRO: CONSEQUÊNCIAS DO DESMATAMENTO

O Cerrado brasileiro pode desaparecer daqui a no máximo 40 anos. Estudos recentes indicam que apenas cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa em estado relativamente intacto.
O cerrado, escolhido para o avanço da monocultura, foi tomado primeiro pela soja e está sendo dominado pela cana para o etanol e pelo eucalipto para a celulose, entre outras culturas. Isso preocupa muito porque, embora seja de grande importância para o país e a América Latina, é um bioma desvalorizado pelo capital, tratado como área de exploração. Suas plantas funcionam como reservatório de água do nosso país. Se o cerrado for arrasado pela monocultura haverá desequilíbrio.
No cerrado o terreno em geral é plano, com vegetação frágil, tortuosa, pequena, não dificulta o trabalho das máquinas. O que não acontece na floresta, onde é mais complicado desmatar em pouco tempo para fazer campos de monocultura até perder de vista. O desmatamento do cerrado prejudica o sistema freático. A rama, a copa das plantas, tem o correspondente em raiz – que funciona como uma esponja, uma caixa d’água, alimentando o freático e a planta durante a estiagem. Se arrancá-la, o circuito da água deixa de ser vertical, em direção ao freático, e torná-se horizontal, causando erosão, assoreamento de córregos e rios.
Há várias alternativas à destruição da vegetação nativa que vão em direção oposta à chamada revolução verde (o plantio de eucaliptos em grandes extensões). Aparentemente  são bonitas as grandes extensões verdes que produzem o suficiente para alimentar o mundo, não é? Mas isso é um engano. A revolução verde foi pensada para substituir aquilo que existia antes, onde entra o trator que corrige a terra, aduba, põe calcário, semente, tudo de forma mecânica, pesada. Embora a cobertura seja verde, é na verdade um deserto verde. Esse modelo destrói o meio ambiente, acaba com as nascentes, leva à seca. Na Bacia do São Francisco, onde há plantação de eucalipto, ficaram secas 1500 pequenas vertentes que fluíam para o São Francisco.
Monocultura do Eucalípto

Há mil justificativas para a manutenção desse modelo de monoculturas, como a do eucalipto que destrói o bioma em troca de dinheiro, divisas. Mas não se buscam alternativas técnicas. Nós temos em Goiás, Tocantins, Bahia, Minas, grupos extrativistas organizados, que convivem com o cerrado sem destruí-lo. São todos desconsiderados. O que realmente interessa ao governo, bem como aos anteriores, é o agronegócio que passa por cima das pequenas propriedades mas não mata a fome, porque seu objetivo não é distribuir, mas concentrar o lucro. Está comprovado que 70% do alimento consumido no país vem de pequenos produtores.
Por que tem de prevalecer a lógica da superprodução? É necessário tudo isso que se busca? O conforto dos EUA pode ser aplicado a toda o planeta? Uma população de 7 bilhões de habitantes? Mas a terra é insuficiente para isso e é aí que tem algo errado. Como pensar num mundo e numa humanidade equilibrado e sustentáveis. Produzindo de acordo com a necessidade. Uma coisa é a necessidade em que todos participem. Outra é atender a um modelo super predador de determinados países de primeiro mundo. Então volto  à pergunta anterior. Não seria hora de questionar o modelo vigente?
Cerrado brasileiro -ameaçado de extinção

OS POVOS GUARANI E A MATA ATLÂNTICA


Dia 27 de Maio é o dia da Mata Atlântica. Mas por que 27 de maio? A escolha da data, estabelecida em um decreto presidencial de 1999, remonta à colonização do Brasil pelos portugueses. Foi no ano de 1560 que, sensibilizado com a extraordinária biodiversidade da Mata Atlântica, o Padre José Anchieta escreveu a famosa Carta de São Vicente, primeiro registro histórico sobre o Bioma. Na Carta, endereçada ao Padre Geral de São Vicente, o Padre Anchieta descreveu a fauna, a flora e os moradores das “florestas tropicais”, como chamou a Mata Atlântica na época. A Carta foi assinada no dia 27 de maio – daí a origem do Dia Nacional da Mata Atlântica. A Mata Atlântica é um dos oito biomas brasileiros, protegido pela Constituição Federal como patrimônio nacional (artigo 225, § 4º). Estendida em 91 mil quilômetros quadrados do país, ela abriga uma das mais altas taxas de diversidade biológica do mundo, com muitas espécies em extinção.
Apesar da devastação que vem sofrendo desde 1500, a grandiosidade da Mata Atlântica ainda impressiona: presente em 17 dos 26 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Piauí, ela apresenta diferentes relevos e paisagens e uma biodiversidade que chega a mais de 22 mil espécies de animais e de plantas. E o que mais chama a atenção é que muitas dessas espécies são endêmicas, ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta.

Cientificamente, o nome dela é “Floresta Ombrófila”. Atualmente, ela é irregularmente distribuída pela costa atlântica brasileira, entre o Rio Grande do Sul (município de Torres) e o Rio Grande do Norte e tem 1,5 milhão de km².A Floresta Atlântica é uma formação vegetal higrófila (de ambiente úmido), perene (sempre verde), densa (com muitas árvores por metro quadrado) e heterogênea (com muitas espécies vegetais distintas).
Embora represente apenas 7% da floresta original que cobria cerca de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é um vasto território, equivalente ao da França e Espanha juntas.
Quando se fala em Mata Atlântica é impossível esquecer o povo Guarani, um povo que luta pela preservação da mata da qual depende diretamente para manter o seu modo de vida.
Os Guarani constituem a maior população indígena em área da Mata Atlântica. Cerca de 90% das 120 terras Guarani situadas nas regiões Sul e Sudeste estão localizadas em meio a esse bioma. Isso não é por acaso, o bioma é o local privilegiado para sua cosmologia e para a constituição do tekoa, conceito que diz respeito à realização do seu modo de ser. “Para nós, povo Guarani, é a natureza que foi preservada, nós entendemos que ela é um espaço muito importante para o povo Guarani. E também para o povo Guarani ela é bastante sagrada, ela precisa ser preservada. Ela não é importante só para o povo Guarani, por isso ela deve ser preservada também pela sociedade branca, o próprio governo precisa fazer com que essas áreas não sejam destruídas", relata Maurício da Silva Gonçalves, da aldeia Estiva, em Diamante (RS).
“Os mais velhos sentem muita falta, sempre no Rio Grande do Sul temos uma reunião de Guarani e sempre os pajés começam a falar como era antes e até hoje, é muito difícil não existe mais mato, espaço livre para nós poder fazer, sentir como Guarani, sentir como Mbya. Não tem mais condições hoje em dia. Por isso há muita dificuldade. Os mais velhos sempre fala, a mata é sagrada, que o nosso Nhanderu deixou para nós, para nós cuidar. Mas o branco não respeita e não conhece o valor que tem essa mata, o rio, ele não conhece, para nos Mbya é uma tristeza que a gente passa no dia-a-dia", lamenta. Santiago Karaí Ryapua, líder Guarani da Aldeia Lomba do Pinheiro, localizada em Porto Alegre (RS).