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PÓ DO DESERTO DO SAARA ALTEROU PADRÃO DE CHUVAS NO MUNDO



Há 11.000 anos atrás e durante os 6.000 anos seguintes o Saara foi muito mais úmido e verde do que é hoje. Uma análise de sedimentos nas costas americanas mostra que a quantidade de poeira saariana que chegava através do Atlântico era muito menor. Para os cientistas essa redução permitiu que o Sol aquecesse mais o mar, o que alterou o padrão de chuvas. Há 5.000 anos a poeira voltou a aumentar e com ela voltou o deserto.
O Saara torna-se verde mais ou menos a cada 40.000 anos. Durante esse tempo a Terra se move 2 graus sobre seu eixo, o que altera a incidência de luz solar. Esse fato dá o caráter cíclico aos períodos glaciais. A última grande glaciação acabou a uns 12.000 anos, dando lugar ao período HOLOCENO, à época atual e facilitando a expansão dos humanos. Sem dúvida os distintos modelos climáticos não conseguem explicar como desta vez ocorreu a transição entre a fase seca e úmida do Saara de forma tão rápida e profunda. Pode ser que a poeira do deserto seja a peça do quebra cabeça que faltava.
A importância da poeira saariana vai muito além da neblina que, como uma névoa, geralmente chega às Ilhas Canárias ou sul da Espanha. O Saara é a origem da maior parte da poeira no planeta. Na atualidade, a partir desta parte da África, saem cerca de 200 e 300 milhões de toneladas de partículas minerais por ano. Levantadas pelos ventos alísios esta camada de poeira atinge todos os cantos do globo. Foi encontrada poeira saariana presa no gelo do Ártico. As florestas da Amazônia não seriam as mesmas sem a contribuição dos minerais africanos e uma boa parte do substrato das ilhas do Caribe é simples pó na forma de rochas sedimentares.
"Pensa-se que as mudanças na órbita da Terra, combinado com o aquecimento no hemisfério norte no final da última idade do gelo, causou um fortalecimento inicial das monções no Oeste Africano", explica o professor de geologia Instituto de Tecnologia de Massachusetts, David McGee.  O aumento da vegetação e a conseqüente redução de emissões de poeira agem como amplificadores, criando um processo circular de retro alimentação em que mais vegetação e menos poeira traziam mais chuva, o que produzia mais vegetação e menos poeira atraindo mais chuva ... ", acrescenta.
Com colegas de outras universidades norte-americanas, McGee analisou sedimentos do fundo do mar coletados no meio do Atlântico a 3.000 metros de profundidade e amostras obtidas na área costeira de Bahamas. Rolos contendo pó de rocha extraída acumulado desde 23.000 anos, ou seja, desde o pico da última glaciação. Para datá-los, eles utilizaram elementos como tório, que decai em um ritmo constante. Para assegurar que era poeira saariana a compararam com amostras da mesma época recolhidas na costa ocidental africana.
Eles verificaram que a taxa de acumulação de pó foi mais ou menos constante durante todo o longo período de recuo do gelo, mas uma vez que atingiu o mínimo glacial, a quantidade de poeira saariana depositado no meio do Atlântico ou Bahamas acentuadamente diminuiu quase pela metade. E assim permaneceu por cerca de 6.000 anos, o que corresponde, de acordo com registros paleobotânicas o último verde Saara.
"Do estudo da situação atual, está claro que o pó mineral tem um surpreendentemente grande impacto sobre as nuvens, clima e ecossistemas. E também é claro que a quantidade de poeira mineral que deixa o Saara mudou radicalmente na passado e mesmo nas últimas décadas, devido às mudanças climáticas no norte da África ", lembra McGee.
A redução para metade da poeira do ar deve ter tido um impacto sobre a meteorologia nas menores regiões. Portanto, os autores do estudo, publicado na SCIENCE ADVANCES, estudaram vários modelos climáticos, mas desta vez incluindo o fator de poeira saariana. Eles descobriram que, em todos eles, uma pequena quantidade de pó amplificava a radiação solar sobre o oceano. Isto elevaria uma maior quantidade de vapor de água,  umidade transportada pelas monções ao interior Africano. Os registros mostram que, em seguida, estes ventos chegaram a cerca de 1.000 quilômetros mais ao norte, trazendo chuva para o que hoje é o centro do Saara.
Os estudos mostram cada vez mais como o planeta é um único corpo, um único ser. O pó carregado do deserto do Saara. Foi encontrada poeira saariana presa no gelo do Ártico. As florestas da Amazônia não seriam as mesmas sem a contribuição dos minerais africanos e uma boa parte do substrato das ilhas do Caribe é simples pó saariano na forma de rochas sedimentares.

Fonte SCIENCE ADVANCES

AQUECIMENTO GLOBAL ATINGE ANTARTICA COM MAIS FORÇA

Formação de icebergs gigantes é um processo típico das plataformas de gelo na Antártica. (Foto: Ralph Timmermann/Alfred Wegener Institute)
A camada de gelo maciça da Antártica Oriental pode ser mais vulnerável ao aquecimento global do que se pensava, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (12), que mostra como os ventos fortes podem erodir as plataformas de gelo que ajudam a mantê-la no lugar.
Há água congelada suficiente no continente polar para, em caso de derretimento, elevar o nível do mar em dezenas de metros e redesenhar o mapa do mundo.
Mas a compreensão da dinâmica da região - que inclui a camada de gelo muito menor da Antártica Ocidental - tem se mostrado difícil.
Até agora, os cientistas se concentraram na ameaça da Antártica Ocidental.
Estudos recentes sugeriram que as mudanças climáticas já podem ter condenado grandes pedaços da sua camada de gelo à desintegração, seja em uma escala de tempo de séculos ou de milênios.
Em contraste, o gelo que cobre a Antártica Oriental foi visto como muito mais estável, até mesmo com ganho de massa.
A camada de gelo maciça da Antártica Oriental pode ser mais vulnerável ao aquecimento global do que se pensava, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (12), que mostra como os ventos fortes podem erodir as plataformas de gelo que ajudam a mantê-la no lugar.
Há água congelada suficiente no continente polar para, em caso de derretimento, elevar o nível do mar em dezenas de metros e redesenhar o mapa do mundo.
Mas a compreensão da dinâmica da região - que inclui a camada de gelo muito menor da Antártica Ocidental - tem se mostrado difícil.
Até agora, os cientistas se concentraram na ameaça da Antártica Ocidental.
Estudos recentes sugeriram que as mudanças climáticas já podem ter condenado grandes pedaços da sua camada de gelo à desintegração, seja em uma escala de tempo de séculos ou de milênios.
Em contraste, o gelo que cobre a Antártica Oriental foi visto como muito mais estável, até mesmo com ganho de massa.
Os resultados foram publicados na revista científica "Nature Climate Change".
Alguns estudos atribuíram a cratera a um impacto de meteorito, mas quando Lenaerts e sua equipe chegaram no local, em janeiro, perceberam que a cavidade cheia de água tinha outras origens.
Combinando modelos climáticos, dados de satélites e medições no local, eles concluíram que ventos fortes carregando ar quente estavam levando embora a neve refletiva, permitindo que os raios solares fossem absorvidos pelo gelo mais escuro em vez de serem devolvidos ao espaço.
A principal vulnerabilidade das plataformas de gelo às mudanças climáticas continua sendo o aquecimento da água do oceano, que desgasta sua parte inferior.
Normalmente, essa erosão é compensada pela acumulação de neve fresca e gelo de cima.
Mas os oceanos absorveram, nas últimas décadas, grande parte do excesso de calor gerado pelo aquecimento global, que elevou as temperaturas médias globais do ar em um grau Celsius.
Quando combinado com a erosão de cima, o impacto na estabilidade da camada de gelo pode ser maior do que se entendia anteriormente.
"Esses processos - anteriormente não observados na Antártica Oriental - indicam que o aquecimento adicional pode ampliar o risco de colapso da plataforma de gelo", disse Martin Siegert, do Imperial College London, comentando o estudo.
Um ensaio geral do que poderia acontecer mais amplamente aconteceu em 2002, quando a plataforma de gelo Larsen B da Antártica Ocidental sofreu uma "rápida e catastrófica falha mecânica", caindo no mar, ele observou.

"A Larsen B nos diz que o derretimento superficial pode ser crítico para a integridade estrutural das plataformas de gelo," escreveu Siegert em um comentário na "Nature Climate Change".


NOVAS EVIDÊNCIAS DE QUE MARTE FOI UM PLANETA QUENTE E ÚMIDO

Este mapa, produzido pelo Altímetro de Marte Orbiter Laser (MOLA), descreve a topografia da superfície marciana. Hellas Basin, a grande região azul escuro abaixo do centro, tem um diâmetro de 2300 km, e é uma das maiores crateras de impacto identificadas tanto em Marte como no Sistema Solar. Calcula-se que tenha se formado há cerca de 4 bilhões de anos.

Um estudo recente da Mars Express da ESA e da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA fornecem novas evidências de um Marte jovem e quente que hospedava a água em uma escala de tempo geologicamente longa, em vez de breves períodos episódicos - algo que tem consequências importantes para a habitabilidade e a possibilidade de vidas passadas no planeta.

Embora já se saiba que a água fluiu em Marte, a natureza e o cronograma de como e quando isso ocorreu é uma grande questão em aberto dentro da ciência planetária.
Os resultados seguem uma análise de uma região de terreno relativamente plano, chamado de planícies inter-crateras, ao norte da bacia da Hellas. Com um diâmetro de 2300 km, a bacia da Hellas é uma das maiores crateras de impacto identificadas tanto em Marte quanto no sistema solar, e acredita-se ter se formado há cerca de 4 bilhões de anos.
"Essas planícies na borda norte da Hellas são geralmente interpretadas como sendo vulcânicas, como vemos em superfícies semelhantes na Lua", disse Francesco Salese da IRSPS, Università "Gabriele D'Annunzio", Itália, e autor principal no novo estudo . "No entanto, nosso trabalho indica o contrário, em vez disso, encontramos grossa e extensa faixa de rocha sedimentar."
As rochas sedimentares e vulcânicas (ígneas) se formam de maneiras diferentes - vulcânicas, como o nome sugere, precisam de vulcanismo ativo, impulsionado pela atividade interna de um planeta, enquanto a rocha sedimentar normalmente requer água. A rocha ígnea é criada como depósitos vulcânicos de rochas fundidas frescas e solidificadas, enquanto as sedimentares se acumulam à medida que novos depósitos de sedimentos formam camadas que se compactam e endurecem em escalas de tempo geologicamente longas.
"Para criar o tipo de planícies sedimentares que encontramos na Hellas, acreditamos que um ambiente geralmente aquoso estava presente na região há cerca de 3,8 bilhões de anos", disse Salese. "Importante, deve ter durado por um longo período de tempo - na ordem de centenas de milhões de anos."
Há um par de modelos chaves que se apresentam - ambos envolvem a presença da água líquida, mas de maneiras completamente diferentes.
Alguns estudos sugerem que os primeiros dias de Marte (o período de Noachian, mais de 3,7 bilhões de anos atrás) tiveram um clima constantemente quente, o que permitiu vastas piscinas e riachos de água que existiram em toda a superfície do planeta. Este mundo aquoso então perdeu seu campo magnético e sua atmosfera e esfriou-se, transformando-se no mundo seco e árido que vemos hoje.
A segunda hipótese é que ao invés de acolher um clima quente e superfície carregada de água por longos períodos de tempo, Marte pode ter experimentado apenas períodos curtos e periódicos de calor e umidade que duravam menos de 10 000 anos cada, facilitados por um ciclo de pulverização de vulcanismo que aumentava e diminuía intermitentemente ao longo dos anos.
Ambos os cenários podem ter formado alguns dos elementos químicos dependentes da água e morfologias de rochas que vemos na superfície de Marte, e têm conseqüências significativas, tanto em um sentido geológico - como o planeta se formou e evoluiu, e se seu passado tem algo em comum com a Terra  e a composição e estrutura de sua superfície - e em termos de potencial habitabilidade.
"Compreender se Marte teve um clima mais quente e mais úmido durante um longo período de tempo é uma questão-chave na nossa busca por vidas passadas no Planeta Vermelho", disse o co-autor Nicolas Mangold do CNRS-INSU, Universidade de Nantes, França.

"Se pudermos entender como o clima marciano evoluiu, teremos uma melhor compreensão de se a vida poderia ter florescido, e onde procurá-la. Podemos também aprender muito sobre os planetas rochosos em geral, o que é especialmente emocionante nesta era da ciência exoplanetaria e sobre o nosso próprio planeta - os mesmos processos que pensamos ter sido importantes em um Marte jovem, como processos sedimentares, vulcanismo e impactos, também têm sido cruciais na Terra ".
As formações sendimentares só são possíveis com a presença de água por longos períodos.



QUE AMBIENTE FUTUROS COLONIZADORES ENCONTRARÃO EM MARTE




Com as novas descobertas sobre a possível existência de água e portanto possibilidade da existência de vida mesmo que micro-orgânica, cresce nossa curiosidade sobre o nosso planeta vizinho.
Um ano em Marte equivale a 22 meses e meio do ano terrestre. O dia em Marte é pouco maior que o nosso para ser mais exato 24 horas e 40 minutos.
Como na Terra, Marte tem as 4 estações devido à inclinação de seu eixo, porém as estações diferentemente da Terra são de  períodos desiguais: sete meses de primavera, seis meses de verão, cinco meses e meio de outono, quatro meses de inverno. Há ainda uma grande diferença entre os hemisférios norte e sul, sendo o sul de temperaturas mais intensas tanto no verão como no inverno.
Embora o planeta tenha uma atmosfera, é tênue se comparada à terrestre e composta quase que exclusivamente de CO2 por isso necessitaremos de um traje espacial. As diferenças de temperatura entre dia e noite e verão e inverno são extremas apesar de sua atmosfera ainda ser capaz de captar e repartir o calor com alguma uniformidade amortecendo as diferenças mais agudas. Ainda assim temos temperaturas que vão de – 126 graus nos pólos a agradáveis + 20 graus no equador, mas que podem mudar drasticamente em uma semana.


Essas grandes variações de temperaturas provocam gigantescas tormentas de pó que em certas ocasiões podem ser globais e cobrir todo o planeta. Embora provavelmente não nos fariam danos físicos o pó poderia ser uma ameaça ao sistema eletrônico de nosso veiculo assim como a produção de energia de nossos painéis solares. Apesar de ter só 1% da densidade terrestre a atmosfera marciana ainda é suficiente para vaporizar meteoritos até certo tamanho. A atividade vulcânica e tectônica também não seriam ameaça. Há vulcões e Marte, alguns colossais, mas não há indícios de que estejam ativos. Apenas a radiação poderia ser um problema, já que existe um campo magnético global, mas é  administrável com o equipamento adequado. Fora disso, na parte meteorológica não haveria mais grandes novidades. Observaríamos finas nuvens cruzando o céu e alguma geada pela manhã, como observou a nave Viking. Mas não encontraríamos nuvens de chuva, e menos ainda chuva, embora a Phoenix descobriu que podem ocorrer nevadas esporádicas nas regiões dos Pólos. Com este céu claro e este ar tênue as noites de Marte são maravilhosas, cheias de estrelas e ainda observamos a dança de suas 2 pequenas luas, Fobos e Deimos. Ainda que não sejam como nossa enorme Lua tem seu próprio encanto, especialmente Fobos que surge e se põe três vezes no mesmo dia.
O céu diurno nos cobre com um manto alaranjado, que não tem nada a ver com a composição da atmosfera mas sim com o eterno pó em suspensão que está sempre presente o que torna Marte o pesadelo para os obcecados por limpeza.  E, possivelmente, teremos ao pôr do sol um pouco de nostalgia, como ele é assustadoramente semelhante ao da Terra, mas neste caso com cores invertidas, com o sol, rodeado por um halo azul.

Marte é sem dúvida um bom lugar para viver. Hostil à vida tal como a conhecemos, seguiríamos dependendo de trajes e sistemas de suporte vitais. Os sinais de antigos vales fluviais, as tênues nuvens, as trocas de estações, os por de sol azulados as nevadas matinais e também as tormentas de pó, semelhantes as dos desertos terrestres, nos oferecem um cenário que embora sendo desértico, segue de certa maneira sendo dinâmico e em alguns pontos até quase terrestre. Não é estranho que seja o objetivo prioritário em uma futura colonização humana fora da Terra.


PLANETA AMEAÇADO - PARQUE NACIONAL DE VIRUNGA (CONGO)

Gorila morto por criminosos no Virunga
Somente uns 880 gorilas da Montanha permanecem em estado selvagem, cerca de 200 deles no Parque Nacional de Virunga, na República do Congo. Embora estejam criticamente ameaçados de extinção, são a única espécie de grandes primatas cujas populações estão aumentando, graças a grandes esforços de conservação. Os Gorilas de Montanha estão entre as 218 espécies de mamíferos encontrados em Virunga, junto com 706 de aves, 109 de répteis, 78 de anfíbios e mais de 2.000 de plantas.
Há cerca de 9 milhões de anos que um grupo de primatas evoluiu, se separando do ancestral comum entre humanos e chimpanzés e formando o gênero Gorilla. A frágil estabilidade desses primatas no Parque Nacional de Virunga está ameaçada. O problema é que foram feitas concessões a petroleiras em 85% do parque, pondo em risco o futuro a longo prazo destas populações. As perfurações em busca de petróleo podem degradar habitats fazendo com que o parque perca seu estado de proteção e deixe de  figurar como Patrimônio da Humanidade, o que aumentaria cada vez mais a vulnerabilidade da vida silvestre.
Os moradores que se opuseram ao projeto foram espancados por soldados. Um funcionário do parque foi seqüestrado e torturado após tentar impedir a companhia petrolífera, chamada Soco International, de construir uma torre de telefonia celular dentro da reserva. Um diretor do Virunga, um príncipe belga, Emmanuel de Merode, 44 anos, foi baleado e quase morreu horas depois de entregar um relatório sobre as atividades da empresa de petróleo.
O conflito envolvendo a exploração de petróleo em parques africanos é um dilema comum. Novas tecnologias, como as que permitem prospecções mais profundas, resultaram em recentes descobertas energéticas no leste da África. Com isso, as companhias petrolíferas vêm se instalando ao redor de vários parques nacionais africanos. Entre eles, o Virunga, que abriga uma biodiversidade criticamente ameaçada que inclui os últimos espécimes dos colossais gorilas das montanhas.
Mas o "desenvolvimento econômico" é mais do que um simples jargão da moda por aqui.
As pessoas da República Democrática do Congo, da Tanzânia, do norte do Quênia, de Uganda e de Moçambique -lugares onde houve recentes descobertas de gás e petróleo- estão entre as mais pobres do mundo.
O Virunga é considerado um dos pedaços do planeta com maior biodiversidade. Suas savanas de gramíneas amarelas, imponentes vulcões com lava borbulhante, selvas, pântanos e florestas imersas em nuvens constituem um mundo extraordinário para gorilas, elefantes, leões e chimpanzés.
Além disso, o lago Edward, onde supostamente fica o petróleo no Virunga, é parte das nascentes do Nilo. Um vazamento de petróleo ali poderia contaminar a água da qual dezenas de milhões ou mesmo centenas de milhões de pessoas dependem. "Qualquer toxina daqui poderia fluir até o Mediterrâneo", disse Emmanuel de Merode, diretor do Virunga. "Isso poderia chegar até a Espanha."
De Merode rotineiramente confronta rebeldes, caçadores e outros bandidos que se escondem no Virunga, na fronteira com Ruanda e Uganda, epicentro de várias guerras recentes. Em abril, ele voltava de carro da cidade congolesa de Goma, onde havia acabado de entregar um relatório confidencial a promotores públicos sobre supostas atividades petrolíferas ilegais no Virunga, quando um grupo de homens fardados saiu dos arbustos e apontou seus rifles. "Você já foi baleado?", perguntou De Merode, descrevendo a emboscada. "É como perder o fôlego. Mas não derruba, como nos filmes."
Gorila de 4 meses cuja mãe foi morta é socorrido por funcionários do Virunga



PLANETA PERDEU 58% DE ESPÉCIES EM 40 ANOS



Mamíferos, aves, répteis e diferentes espécies marinhas estão desaparecendo ano após ano. Estimar o declive destas populações é um assunto complexo que a  organização conservacionista WWF voltou a abordar no informe:http://www.wwf.es/noticias/informes_y_publicaciones/informe_planeta_vivo_/
Uma análise exaustiva que elabora a cada 2 anos. Segundo a WWF, em 40 anos desapareceram 58% da população de vertebrados.
Este estudo que recolhe dados de mais de 1500 populações de 3700 espécies, evidencia a queda dramática da biodiversidade e mostra a transformação que está sofrendo o planeta devido às atividades humanas.
O dado mais alarmante corresponde às populações de água doce que sofreram uma redução de 81% ante às terrestres com 38% e as marinhas com 36% segundo informam os responsáveis pela WWF.

AS CAUSAS DO DECLÍNIO

Entre as principais causas e os tipos de ameaças apontadas pelo IPV encontramos a PERDA E DEGRADAÇÃO DE HABITATS E A SUPEREXPLORAÇÃO DE ESPÉCIES, a contaminação por poluição, as espécies invasoras e as enfermidades.
O informe deste ano faz uma projeção para 2020 onde se pode observar que a tendência não é de melhora, ao contrário: “se seguirmos nesse ritmo, e tudo indica que sim, se prevê uma diminuição de 67% das populações selvagens. Isto leva a uma chamada clara e urgente para que se faça um freio verdadeiro e urgente na perda de biodiversidade.

Neste sentido, a biodiversidade enfrenta o impacto dos seres humanos, que estão explorando até o limite os recursos naturais. Os dados mais recentes mostram que para satisfazer suas necessidades, o ser humano está consumindo recursos naturais que equivalem a 1,6 planetas.

QUAL A QUANTIDADE DE AR E ÁGUA DA TERRA

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Esta imagem é uma representação proporcional, em duas esferas, de toda a água e ar da Terra. Uma esfera reúne toda a água do planeta, a outra, cinza reúne todo o ar disponível. Uma visualização incrível criada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).  A imagem nos dá uma idéia perfeita de como o nosso planeta é frágil.

O ar é representado aqui em sua densidade ao nível do mar (uma atmosfera). São 5,14 trilhões de toneladas, em uma esfera com 1.999 km de diâmetro.

A esfera de água, por sua vez, tem aproximadamente 1,386 bilhão de quilômetros cúbicos (km³) e cerca de 1.385 km de diâmetro. Isso inclui todos os oceanos, lagos, rios, águas subterrâneas e gelo.

Por sua vez, ampliando a imagem, você perceberá uma pequenina esfera dentro da esfera de água, ela representa a água doce no planeta, que segundo o USGS, corresponde a apenas 10,6 milhões de km³ em volume. E boa parte dessa água não está disponível para humanos, pois fica no subterrâneo.

Esta imagem foi feita por Félix Pharand-Deschênes, do Globaïa. Ela é baseada em um conceito que Adam Nieman criou para o Rio+10, realizado em 2002. Esta cúpula mundial das Nações Unidas tinha como objetivo implementar medidas para proteger o meio ambiente.

Percebe-se aí, claramente a fragilidade dos dois elementos essenciais que mantem o planeta vivo, lembrando ainda que esses dois elementos, água e ar também dependem de outro elemento vital e que está sendo devastado, a vegetação.


URSOS POLARES DESAPARECERÃO MAIS RAPIDAMENTE



Os ursos polares são os maiores carnívoros da categoria terrestre e também são os maiores ursos de todos que temos na natureza. Sua formação morfológica é adaptada para que tais animais sobrevivam apenas em locais com baixa temperatura, para que se movam sobre o gelo, a água e a neve nessas condições também. Eles também possuem a foca como principal fonte de alimento.
O peso médio de um urso polar é de 300 a 800 quilos para o macho e de 150 a 300 quilos para a fêmea. Eles podem crescer até 2 metros e meio no caso dos machos e no máximo 2 metros para as fêmeas. Estas quando entram em estado de gestação, permanecem por até 265 dias, o que é considerada uma gestação bem longa para o reino animal. Quando vivem sob condições ideais podem alcançar os 30 anos de idade.
O gelo marinho, fundamental para a sobrevivência dos ursos polares, está desaparecendo em todas as regiões do Ártico.
Na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), ursus maritimus, estão classificados entre as espécies vulneráveis. Os especialistas estimam que existem atualmente 26.000 deles em 19 regiões do Ártico, desde o Canadá até a Sibéria.
Esta ameaça de extinção passou a existir a partir de 2005 quando, através de pesquisas feitas, verificou-se uma redução de 30%  da população dos animais em apenas 45 anos, o que é equivalente a três gerações da espécie. Isso aconteceu logo quando houve uma redução da área total onde eles viviam.
Uma equipe de investigadores do Centro de Ciência Polar, da Universidade de Washington e do Instituto de Recursos Naturais da Groenlândia, descobriu que as massas de gelo flutuante que cobrem boa parte de seu habitat estão desaparecendo em todas elas.
Os especialistas advertem que o impacto das mudanças climáticas é muito grande entre as populações destes animais, constituindo sua maior ameaça. Conforme aumentam as temperaturas o gelo derrete antes, na primavera e se forma cada vez mais tarde, no meio do outono. As medições realizadas por satélites mostram que desde 1979 o tempo em que as águas permanecem cobertas de gelo, no território dos ursos se reduz a um ritmo de 7 a 19 dias por década. Além disso, eles concluíram que estas regiões do mundo estão se aquecendo mais e mais rapidamente que o restante do planeta.

O fenômeno os obriga a dispersar-se cada vez mais para encontrar “terra firme” e complica sua saúde e sobrevivência. A UICN estima que em meados do século seu número se reduzirá a uma terça parte do atual.


ESTAS ESFERAS REÚNEM TODA A ÁGUA E AR DA TERRA.



Esta imagem é uma representação em duas esferas de toda a água e ar da Terra. Uma esfera reúne toda a água do planeta, a outra, cinza reúne todo o ar disponível. Uma visualização incrível criada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).  A imagem nos dá uma ideia perfeita de como o nosso planeta é frágil.

O ar é representado aqui em sua densidade ao nível do mar (uma atmosfera). São 5,14 trilhões de toneladas, em uma esfera com 1.999 km de diâmetro.

A esfera de água, por sua vez, tem aproximadamente 1,386 bilhão de quilômetros cúbicos (km³) e cerca de 1.385 km de diâmetro. Isso inclui todos os oceanos, lagos, rios, águas subterrâneas e gelo.

Por sua vez, ampliando a imagem, você perceberá uma pequenina esfera dentro da esfera de água, ela representa a água doce no planeta, que segundo o USGS, corresponde a apenas 10,6 milhões de km³ em volume. E boa parte dessa água não está disponível para humanos, pois fica no subterrâneo.

Esta imagem foi feita por Félix Pharand-Deschênes, do Globaïa. Ela é baseada em um conceito que Adam Nieman criou para o Rio+10, realizado em 2002. Esta cúpula mundial das Nações Unidas tinha como objetivo implementar medidas para proteger o meio ambiente.

Percebe-se aí, claramente a fragilidade dos dois elementos essenciais que mantem o planeta vivo, lembrando ainda que esses dois elementos, água e ar também dependem de outro elemento vital e que está sendo devastado, a vegetação.