Água e desmatamento: o caso da Floresta da Tijuca


Já no século XIX, havia a clara consciência da importância de preservação das matas para o equilíbrio climático e a manutenção dos mananciais de água potável.

Nas áreas da Mata Atlântica no litoral sudeste brasileiro, o desmatamento vem reduzindo mananciais, extinguindo nascentes e cursos d’água, a exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro no século XIX.
Na primeira metade dos anos 1800, a cidade sofreu os efeitos de intensas e sucessivas secas. O desmatamento nas encostas dos morros que circundavam a Rio para o plantio de café, afetou as nascentes dos rios que abasteciam a população carioca.
Preocupado, D. Pedro II mandou replantar, em 1861, o maciço onde hoje se exibe a Floresta da Tijuca, devolvendo ao solo a proteção vegetal e restabelecendo os cursos d”água. Este foi o primeiro exemplo, na América Latina, de reconstituição de cobertura vegetal com espécies nativas.
O reflorestamento foi comandado pelo Major |Gomes Archer, com a ajuda inicial de seis escravos e, posteriormente, 22 trabalhadores assalariados, plantando 100 mil mudas em 13 anos. O segundo administrador da Floresta da Tijuca, Barão Gastão d’Escragnolle continuou o replantio de 1874 a 1888, acrescentando mais 30 mil novas mudas. A partir daí não houve mais falta de água na cidade.
Seu falecimento ocorreu nesta capital, no ano de 1888, tendo concorrido para apressá-lo o fato de haver tomado parte, juntamente com os bombeiros, na extinção de um incêndio que se manifestara num trecho da Floresta. Sacrificou, desse modo, a saúde já abalada, demonstrando, com essa atitude, o seu profundo apego à Floresta.
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