SONDA JUNO ENVIA IMPRESSIONANTE IMAGEM DE JÚPITER



Em agosto de 2011 a NASA enviou ao espaço a Sonda Juno com a missão de estudar o planeta Júpiter. Quase 6 anos depois a NASA divulga as primeiras imagens do planeta enviada pela sonda de 1 bilhão de dólares.
Juno está carregando uma câmera, chamada Junocam. Como tirar uma foto quando a espaçonave está girando? Malin Space Science Sistem (MSSS) assumiu esse desafio. JunoCam tem um projeto chamado “push-frame” que faz a imagem de uma tira de cada vez que a espaçonave gira e o objeto fotografado passa pelo campo de visão. Para obter a imagem final as tiras devem ser costuradas e as cores alinhadas.
Apesar de toda tecnologia conseguir essas fotos foi muito difícil. Júpiter está envolto em cinturões de radiação que interferem nos aparelhos eletrônicos.

Esta bela imagem divulgada pela NASA foi criada pelo cientista Gabriel Fiset usando os dados enviados pela Junocam. As imagens foram tomadas em 11 de dezembro de 2016 a uma distância de 52.200 km, acima das bonitas nuvens do planeta.

SATÉLITE BRASILEIRO SGDC FOI LANÇADO HOJE


04/05/2017
O SGDC-1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas 1) é um satélite de comunicação geoestacionário brasileiro que foi construído pela Thales Alenia Space, ele será colocado na posição orbital de 75 graus de longitude oeste e será operado pela Telebrás. O satélite é baseado na plataforma Spacebus-4000 e sua expectativa de vida útil será de 15 anos.
O SGDC-1 vai trazer mais segurança para as comunicações estratégicas do governo e às comunicações militares, pois seu controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da Telebrás e do Ministério da Defesa.
A aquisição de um satélite próprio para as comunicações civis e militares foi tomada em 2013 pela presidente ilma após o escândalo das escutas de celulares pela CIA é uma decisão estratégica e necessária para garantir a soberania do país. Atualmente, os satélites que prestam serviço no Brasil, ou são controlados por estações que estão fora do país ou possuem o controle de atitude nas mãos de empresas com capital estrangeiro. Em qualquer dos casos há prováveis riscos de acontecer interrupções nos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos.

A Visiona é a empresa responsável pela integração do sistema SGDC. Ele vai aumentar a oferta de acesso à banda larga nas regiões mais remotas do Brasil, através do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), e garantir a soberania do Brasil nas comunicações das Forças Armadas.
A construção do satélite é estratégica para garantir a soberania do Brasil nas comunicações governamentais e também vai assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados dos grandes centros do país, aonde não chega à rede terrestre de fibra óptica. Atualmente, existem mais de dois mil municípios brasileiros com difíceis condições ao acesso para a rede de fibra ótica terrestre.
O satélite estáva previsto para ser lançado em março de 2017, mas foi lançado hoje 04/05/2017 por meio de um veiculo Ariane 5 da empresa francesa Arianeespace, a partir do Centro Espacial de Kourou na Guiana Francesa. Devendo entrar em operação no segundo semestre de 2017.

O governo inaugurou o centro de controle principal em Brasília e operadores foram treinados na França para manejar o equipamento. Os investimentos voltados para o centro de controle foram feitos visando o lançamento futuro de outros satélites. Uma estação auxiliar, semelhante à da capital, está no Rio de Janeiro e servirá como um meio de reserva de segurança do controle do SGDC-1.

O satélite cobrirá todo o Brasil e ficará em órbita a 36 mil quilômetros da Terra, pesando 5,8 toneladas. Capaz de transmitir 54 gigabits por segundo, o artefato viabilizará que uma banda larga de qualidade sirva todos os municípios do país. A comunicação, mesmo nas regiões mais isoladas, será facilitada e possibilitará que a aquisição integre o povo brasileiro e gere maior acesso à informação. “Nós vamos levar cidadania às comunidades mais isoladas”, declarou Francisco Ziober, presidente da Telebras, à Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa.
O satélite também permitira aumentar em 2,4 vezes a capacidade das comunicações militares.
O projeto do governo Dilma era a construção de mais 2 outros satélites até 2020, os SGDC 2 E 3, não se tem ainda uma posição do novo governo se o plano para os outros satélites será mantido.