AQUECIMENTO GLOBAL - ICEBERG GIGANTE APORTA NO CANADÁ



A chegada de um iceberg gigante - cerca de 15 metros mais alto do que aquele que afundou o navio Titanic - vem atraindo curiosos para uma pequena cidade no litoral do Canadá, alavancando o turismo local.
No período entre abril e setembro, especialmente na primavera, é comum ver centenas de grandes blocos de gelo flutuando pelo local - conhecido como "alameda dos icebergs" -, mas há relatos de que este seria o maior já visto na costa da província de Terra Nova e Labrador. O gigante gelado é o primeiro da primeira deste ano no Hemisfério Norte.



Além disso, ao contrário dos demais, ele parece ter se fixado, ou encalhado, em uma área acessível para barcos, onde deve permanecer por tempo indeterminado.
Curiosos aproveitam a novidade para tirar fotos da paisagem deslumbrante. Muitos fazem seus cliques pelas estradas de Ferryland.

Pouco mais de 600 icebergs já passaram pela costa somente este ano, segundo a imprensa local, sendo que em 2016 foram registrados 687. A quantidade significativa desses blocos em travessia tem sido atribuída aos ventos fortes e aos efeitos do aquecimento global, que reduz a camada de gelo nos extremos do planeta.




OS INCRÍVEIS MOTORES DO FOGUETE SOYUZ FG

MOTORES DA SOYUZ MS-04
20.04.2017
Com estes motores do foguete FG a Soyuz MS-04 luta contra a gravidade para viajar até a Estação Espacial Internacional (ISS)

As cápsulas Soyuz (União, em russo) foram desenvolvidas para transportar cosmonautas para a Lua. De desenho versátil e fruto do engenho de um dos maiores nomes no desenvolvimento de veículos espaciais em todos os tempos, Sergei Korolev, ainda são utilizadas em suas versões mais modernas, a Soyuz TM, Soyuz TMA e a última versão Soyuz MS-04, no transporte de pessoal para a Estação Espacial Internacional (ISS).

A Soyuz é a nave espacial com maior período de uso na história da exploração espacial e considerada muito eficiente e segura, não ocorrendo acidentes fatais desde 1971 (o primeiro voo tripulado foi em 1967)

A nave pilotada russa Soyuz MS-04, com dois tripulantes a bordo, foi lançada hoje desde o cosmódromo cazaque de Baikonur rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Na Soyuz viajam o cosmonauta russo Fiodor Yurchikhin e o astronauta norte-americano Jack Fischer, que se unirão aos atuais tripulantes da plataforma orbital: o russo Oleg Novitski, a norte-americana Peggy Whitson e o francês Thomas Pesquet.

O lançamento aconteceu às 4h13 (horário de Brasília) (20.04.2017) com a ajuda de um foguete Soyuz-FG, e segundo o plano de voo a nave se acoplará hoje mesmo, às 10h22, à ISS.

Será a primeira vez que uma Soyuz MS vai se acoplar à plataforma orbital no "esquema rápido", após realizar apenas quatro voltas em torno da Terra: as anteriores três naves da série se acoplaram à ISS após dois dias de voo.

Inicialmente, estava previsto que a bordo da Soyuz MS-04, além do astronauta norte-americano, viajariam à ISS dois cosmonautas da Rússia, mas no fim do ano passado a Roscomos, a agência espacial do país, decidiu reduzir de três para dois os membros da missão russa na estação espacial.

Esta situação se manterá pelo menos até o final de 2018, quando está programado o acoplamento à ISS do novo módulo científico russo "Nauka".





FELIZ ANIVERSÁRIO HUBBLE


20.04.2017
O Telescópio espacial Hubble comemora seu 27 aniversário com esta imagem de duas galáxias, NGC 4302 (a esquerda) e NGC 4298, Ambas a 55 milhões de anos luz.

Essas galáxias parecem muito diferentes porque as vemos anguladas em diferentes posições no céu. Na realidade elas são muito semelhantes em termos de estrutura e conteúdo.

Ambas as galáxias estão a aproximadamente 55 milhões de anos-luz de distância. Eles residem na constelação Coma Berenices (Cabeleira de Berenice) no Cluster Virgem de quase 2.000 galáxias. Ambos foram descobertos em 1784 pelo astrónomo William Herschel. Tais objetos foram chamados primeiramente simplesmente "nebulosa espiral", porque não se sabia até que ponto eles estavam longe. No início do século 20, Edwin Hubble descobriu que as galáxias são outras “cidades insulares” de estrelas distantes de nossa Via Láctea.

O Telescópio Espacial Hubble foi lançado a bordo do Space Shuttle Discovery em 24 de abril de 1990 e colocado em órbita terrestre baixa no dia seguinte. De sua posição acima dos efeitos de distorção da atmosfera da Terra, o Hubble observa o universo em luz quase ultravioleta, visível e infravermelho próximo. Nos últimos 27 anos, as descobertas revolucionárias do telescópio espacial revolucionaram os campos da astronomia e da astrofísica.

TELESCÓPIO HUBBLE 24.04.1990

 A Lenda da Constelação da Cabeleira de Berenice

Por volta do ano 243 a.C., a rainha Berenice II do Egito prometeu seus longos cabelos à deusa Afrodite se seu marido, Ptolemeu III Evérgeta I, retornasse são e salvo da guerra contra os selêucidas. A deusa atendeu ao pedido, e Berenice cortou sua cabeleira, ofertando-a no altar; no dia seguinte, porém, ela havia sumido. O astrônomo da corte afirmou que Afrodite ficara tão encantada com a oferenda que a levara para o céu.


Desde então, o asterismo antigamente conhecido como cauda do Leão foi popularizado com o novo nome, e oficializado entre as oitenta e oito constelações padronizadas cientificamente pela União Astronômica Internacional em 1928.

SEIS MÚMIAS ENCONTRADAS EM TÚMULO DE FARAÓ



Um grupo de arqueólogos descobriu seis múmias, sarcófagos de madeira de cores vivas e mil pequenas figuras funerárias em um túmulo da época dos faraós no sul do Egito, anunciou nesta terça-feira (18) o ministério das Antiguidades.
O túmulo, próximo à cidade de Luxor, um verdadeiro museu a céu aberto, e do Vale dos Reis, aparentemente pertencia a Userhat, um magistrado da 18ª dinastia (1550-1295 A.C.) que possuía o título de "juiz da cidade", mas que foi reutilizado séculos depois já sob a 21ª dinastia para abrigar outras múmia
"Foi uma surpresa encontrar tantos elementos dentro: utensílios de argila com o nome do proprietário do túmulo, vários sarcófagos e múmias, assim como mais de mil 'ushebti'", pequenas estatuetas funerárias que eram colocadas nos túmulos para substituir o morto na tarefas do além, indicou o ministro das Antiguidades, Khaled Al Anani, durante uma visita ao túmulo organizada para a imprensa.

"É uma descoberta importante, e não está terminada", comemorou Anani. "Há seis múmias, mas há outros fragmentos que indicam que pode haver outras no futuro", disse à AFP a porta-voz do ministério, Nevine El Aref.

O Egito aprovou recentemente vários projetos arqueológicos com a esperança de fazer novas descobertas.

CONCLUÍDO ESTUDO DE COMO MARTE PERDEU SUA ATMOSFERA

Imagem de Marte obtida pelo telescópio espacial Hubble em 2016
19.04.2017
Vento solar e radiação são as causas que fizeram Marte perder boa parte de sua atmosfera. O planeta, que pode até ter tido formas de vida a milhões de anos, é agora um mundo deserto e gelado. Estas são as conclusões procedentes dos estudos da sonda espacial Maven, da Nasa, projetada para estudar a atmosfera marciana, obtidas por cientistas liderados pela Universidade de Colorado Boulder.

O vento solar e a radiação foram os responsáveis pela perda de grande parte da atmosfera marciana e que essa perda foi suficiente para transformar radicalmente seu clima.
A maior parte dos gases que um dia estiveram presentes na atmosfera marciana se perdeu no espaço, segundo o professor do laboratório de Física Atmosférica e Espacial (LASP) Bruce Jakosky

Os cientistas mediram a abundância na atmosfera marciana de dois tipos de isótopos de argón, um gás nobre que não se prende em rochas nem reage com outros elementos.
Com esses dados, chegaram à conclusão de que 65% do argon que havia na atmosfera se perdeu no espaço.
Com os mesmos métodos concluíram que a maior parte do CO2 presente no planeta também se perdeu no espaço por pulverização.

Anteriormente já existiam dados que assinalavam que o gás atmosférico do planeta se havia perdido no espaço, porém está analise mediu a atual atmosfera de Marte para dar a primeira estimativa de quanto gás foi eliminado com o tempo.
A água líquida, essencial para a vida, não é hoje estável na superfície marciana porque sua atmosfera é demasiadamente fria e delgada para ela.
Sem dúvida, a evidência de canais que se assemelham a leitos de rios e minerais que só se podem formar na presença de água líquida indicam que antigamente o clima marciano era  suficientemente quente para que em toda sua superfície houvesse água durante longos períodos de tempo.

FORMAS DE PERDER A ATMOSFERA

Há muitas formas para que um planeta perca sua atmosfera, por exemplo, devido a reações químicas que podem prender os gás atmosférico nas rochas de superfície ou a atmosfera pode sofrer a erosão da radiação e do vento solar que emite sua estrela.

As estrelas jovens tem muito mais radiação ultravioleta e ventos nos quais a perda de atmosfera é muito mais possível por esses processos.


Também é possível que a vida microbiana existiu na superfície do planeta durante os primeiros estágios de sua história, porém a medida que foi esfriando e secando, qualquer tipo de vida pode ver-se forçada a se isolar sob o solo ou esconder-se em algum oásis na superfície.

SONDA MAVEN EM ÓRBITA DE MARTE DESDE SETEMBRO DE 2014
Os dados de Maven visam complementar os apresentados pelo robô explorador Curiosity, que revelam que o monte Sharp de Marte, situado dentro da cratera Gale, pode ser formado pelos sedimentos depositados no leito de um lago há milhões de anos.
“Marte parece ter reunido todas as condições necessárias para a vida ou parece tê-las conhecido na superfície, no passado. E isso levanta a questão de saber se alguma vez houve qualquer vida lá, e se houve, se esteve geneticamente relacionada com a vida terrestre ou com outra origem. No futuro, penso que estas questões sobre a vida e clima e a história do planeta vão estar realmente no centro da exploração “.

O PRIMEIRO CARGUEIRO ESPACIAL CHINES SERÁ LANÇADO QUINTA-FEIRA

ESTAÇÃO ESPACIAL CHINESA TIANGONG 2
17/04/2017

A nave Tianzhou 1, primeiro cargueiro espacial chinês será lançado na quinta em um novo paço para a construção da estação orbital chinesa.
 O foguete Larga Marcha – 7 y2 foi transportado hoje para a plataforma de lançamento no centro espacial Wenchang para os últimos preparativos antes do lançamento, especialmente a carga de combustível.
Durante sua missão, a nave automatizada de transporte realizará vários acoplamentos e desacoplamentos com o laboratório espacial chinês TIANGONG 2 ao qual fornecerá combustível para ajudá-la a manter-se em órbita além de outros materiais.
Além disso, se realizarão diversos experimentos científicos. Uma vez concluída a missão a nave se desconectará do laboratório espacial e se desintegrará durante seu retorno às camadas altas da atmosfera.

TIANZHOU 1, ESSENCIAL PARA A FUTURA MISSÃO



O cargueiro espacial Tianzhou 1 é um elemento essencial para o desenvolvimento da estação espacial chinesa, já que, com uma capacidade de carga de 6 toneladas, assegurará o abastecimento de materiais e combustível a essa instalação.

A agencia espacial chinesa prevê por o primeiro módulo de sua estação em órbita o ano que vem, e conclui-la até 2020.

O PLANO DA NASA PARA LEVAR O HOMEM A MARTE

Misión EM-1 (Airbus Defence and Space).

A NASA se encontra em uma encruzilhada frente ao futuro de seu programa espacial tripulado. Se por um lado o objetivo da agencia  é mandar uma missão tripulada a Marte em algum momento da década de 2030, por outro o governo americano não destina nem um centavo para realizar esse objetivo. Ao mesmo tempo surge a necessidade de dar uma meta exeqüível ao programa SLS/Orion a curto prazo para justificar sua existência. Que fazer então? A solução da NASA no momento é planejar a construção de uma estação internacional em órbita da Lua – a famosa GATEWAY – durante a próxima década para lubrificar o sistema de lançamento SLS e afinar as máquinas para uma eventual viagem tripulada a Marte. Finalmente após anos de projetos vagos e genéricos saiu terça-feira (05/04) os detalhes do plano NASA para o futuro do programa US tripulado que vai girar em torno de dois projetos: a estação lunar Deep Space Gateway e a nave Deep Space Transport.


A NASA decidiu dividir sua estratégia de exploração do espaço profundo em duas fases. A primeira ocorrerá entre 2018 e 2026 e seria cislunar, ou seja, limitada a órbita da Lua (convém lembrar que a NASA não tem dinheiro para desenvolver a infraestrutura para levar astronautas à superfície de nosso satélite).
A primeira missão do foguete SLS e da nave Orion sem tripulação, a EM-1 (Exploração Missão 1) ocorreria em finais de 2018. O objetivo da EM-1 é provar o SLS e a nave Orion, que se situaria em órbita lunar – uma órbita DRO (Distant Retrograde Orbit) – de 26 a 40 dias. Atualmente a NASA está estudando, por ordem do Congresso a possibilidade de retardar a EM-1 para 2019 ou 2020 para que possa já de imediato levar uma tripulação, mas o mais provável é que não o faça por falta de tempo e verbas.
O segundo lançamento do SLS seria com a versão Block 1B e ocorreria em 2022. Nesta missão se mandará a sonda Europa Clipper até Júpiter e de passagem se porá a prova a versão Block 1B do SLS frente a primeira missão tripulada (as novas normas da NASA recomendam realizar primeiro um lançamento não tripulado de cada versão de lançador antes de levar astronautas a bordo) Em 2023 decolaria a primeira missão tripulada da Orion, a EM-2 com uma duração de 8 a 21 dias. Nesta missão 4 astronautas viajariam ao redor da Lua seguindo uma trajetória de retorno livre lembrando a viagem feita pela Apollo 13 em 1970.

El plan de la NASA para 2018-2026 y la construcción de la estación lunar Deep Space Gateway (NASA).

De acordo com o plano se lançaria também o primeiro módulo da estação Deep Space Gateway. O módulo estará equipado com os sistemas de propulsão (provavelmente do tipo SEP) e geração de energia (dois painéis capazes de gerar um mínimo de 40 KW) e sua massa seria de 3 e 9 toneladas. A partir deste ponto a NASA prevê lançar uma missão tripulada do sistema SLS/Orion por ano, um significativo aumento de atividade para o qual não existe ainda fundos previstos. Em cada uma dessas missões se lançaria um elemento da Gateway.
Com o novo plano a EM-3 partirá em 2024 com duração entre 16 a 26 dias e levará uma nave Orion na qual viajaram 4 astronautas com a missão de acoplar um módulo habitat à estação Gateway. Este módulo permitirá ampliar a duração das visitas tripuladas à estação de 26 para 42 dias. Em 2025 se acrescentará um módulo logístico à estação durante a missão EM-4. Em todas as missões viajaram 4 astronautas a bordo da Orion. Outra novidade é que a estação Gateway estará em uma órbita NRHO (Near Rectilinear Halo Orbit) e não em uma órbira DRO. As órbitas NRHO se distanciam enormemente da Lua e situaram a estação Gateway no espaço profundo cislunar a maior parte do tempo. (Cada órbita se aproximaria até 1500 Km da Lua e se afastaria até 70.000 Km. As órbitas NHRO permitem manter a estação fora da sombra da Lua e em uma linha de visão a partir da Terra de forma contínua.
Em 2027 se iniciaria a segunda fase do programa de exploração da NASA, a fase preparatória para a viagem a Marte. Os protagonistas desta etapa é o Deep Space Transport (DST), uma nave interplanetária de 41 toneladas que decolaria durante a EM-6 em uma missão sem tripulação. O DST é uma nave de propulsão solar elétrica (SEP) com motores iônicos  cujo desenho está baseado nas etapas propulsoras propostas para a  missão ARM e inclui um módulo de habitação para que a tripulação possa viver durante a viagem a Marte.
O DST se acoplará à estação Gateway enquanto se termina a montagem dos módulos restantes. Nesse mesmo ano deve se iniciar a EM-7 com 4 astronautas para acoplar um módulo logístico ao DST. Um ano mais tarde se lançaria um módulo logístico e com combustível, de 41 toneladas à DST (EM-8) em 2029 outro módulo (EM-9) neste ano se levaria a prova tripulada do Deep Space Transport em que uma tripulação passaria de 300 a 400 dias no espaço cislunar antes de regressar à estação Gateway. Durante esse vôo se provariam os sistemas de suporte vital e o sistema de propulsão a uma distância segura da Terra.

Segunda fase del programa de exploración de la NASA que gira alrededor del DST. A partir de 2030 comenzarían los viajes a Marte (NASA).

O esquema se repetiria com a EM-l0 e EM-11 a partir de 2030, que levariam um módulo logístico e outro de combustível até a DST. Em 2031 ou 2032 o DST seria usado para realizar uma missão tripulada a Marte, mas sem entrar em órbita. A partir daí os passos a seguir ainda não estão claros, porém a intenção é efetuar uma viagem à órbita marciana em 2033.

Todo o plano depende basicamente mais de verba do que de conhecimento técnico para realizá-la. A NASA quis aproveitar a conjuntura da troca de governo para tentar obter os recursos para tal. Resta saber se a administração Trump estará de acordo.

La estación Deep Space Gateway (izquierda) y una nave Orión. La estación está formada por un módulo energético y de propulsión, un hábitat, un módulo logístico y una esclusa, además de un brazo robot (NASA).

ESPETACULAR IMAGEM DE JÚPITER


Esta foto deslumbrante do telescópio espacial de Hubble de Jupiter foi tomada próximo da terra, em uma distância de 415 milhões de milhas. O Hubble revela a beleza intrincada e detalhada das nuvens de Júpiter como dispostas em bandas de diferentes latitudes, conhecidas como regiões tropicais. Estas bandas são produzidas pelo ar que flui em sentidos diferentes em várias latitudes. Áreas mais claras são chamadas zonas de alta pressão onde a atmosfera sobe. As regiões de baixa pressão mais escuras, onde o ar cai, são chamadas cintas. A marca registrada do planeta, a Grande Mancha Vermelha, é uma tempestade de longa duração, aproximadamente do diâmetro da Terra. Tempestades muito menores aparecem como ovais brancos ou castanhos. Tais tempestades podem durar apenas algumas horas ou se estender por séculos.

Em 3 de abril de 2017, quando Júpiter aproximou-se da Terra em um ano, o telescópio espacial Hubble da NASA fotografou o maior planeta do sistema solar em toda a sua glória. A uma distância de 668 milhões de quilômetros da Terra, Júpiter ofereceu vistas espetaculares de sua atmosfera colorida e vibrante, a lendária Grande Mancha Vermelha, e seu companheiro menor em latitudes sul mais distantes, apelidado de "Red Spot Jr."

O planeta gigante está agora em "oposição" a Terra, posicionado diretamente em frente ao sol. Isso significa que o Sol, a Terra e Júpiter se alinham, com a Terra entre o Sol e o gigante do gás. A oposição também marca o ponto mais próximo de Júpiter para nós, e o planeta aparece mais brilhante no céu noturno do que em qualquer outro momento do ano.

Esse posicionamento permitiu que uma equipe liderada por Amy Simon, do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, observasse Júpiter usando a Wide Field Camera 3. Hubble fotografou detalhes requintados na atmosfera de Júpiter, tão pequena para um planeta tão gigante com seus 129 km de diâmetro.

Com suas tempestades imensas e poderosas e centenas de vórtices menores, a atmosfera de Júpiter é dividida em várias faixas distintas e coloridas, paralelas ao equador. Estas bandas, com movimentos de vento alternados são criadas por diferenças na espessura e altura das nuvens de gelo de amônia; As faixas mais leves aumentam mais e têm nuvens mais grossas do que as faixas mais escuras. As bandas são separadas por ventos que podem atingir velocidades de até 644 quilômetros por hora.

Júpiter é mais conhecido pela Grande Mancha Vermelha, um anticiclone que ocorre por pelo menos 150 anos. Esta famosa tempestade é maior que a Terra. No entanto, a Grande Mancha Vermelha está diminuindo lentamente - uma tendência vista desde o final dos anos 1800. A razão para este fenômeno ainda é desconhecida. O Hubble continuará observando Júpiter na esperança de resolver este enigma misterioso.

As imagens são parte do programa Outer Planets Atmospheres Legacy ou OPAL. Este programa fornece anualmente visões globais dos planetas exteriores para procurar mudanças em suas tempestades, ventos e nuvens. Começou em 2014 com Urano, e tem estudado Júpiter e Netuno desde 2015. Em 2018, começará a ver Saturno.


O Telescópio Espacial Hubble é um projeto de cooperação internacional entre a NASA e a ESA (Agência Espacial Européia). O Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, gerencia o telescópio. O Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI) em Baltimore conduz operações de ciência do Hubble. STScI é operado pela NASA pela Associação de Universidades de Pesquisa em Astronomia, Inc., em Washington, D.C.

FALCON 9 PRIMEIRO FOGUETE REUTILIZÁVEL

Com seus nove motores Merlin de primeiro estágio agrupados, o Falcon 9 pode sustentar até dois desligamentos do motor durante o vôo e ainda completar com êxito sua missão. Falcon 9 é o único veículo de lançamento em sua classe com este recurso de confiabilidade.

Falcon 9 é um foguete de dois estágios projetado e fabricado pela SpaceX para o transporte confiável e seguro de satélites e da nave espacial Dragon em órbita. Como o primeiro foguete completamente desenvolvido no século 21, Falcon 9 foi projetado desde o início para a máxima confiabilidade. A configuração simples de dois estágios do Falcon 9 minimiza o número de eventos de separação - e com nove motores de primeiro estágio, pode concluir com segurança sua missão mesmo no caso de um desligamento do motor.
Falcon 9 fez história em 2012 quando entregou a nave Dragon na órbita correta para encontro com a Estação Espacial Internacional, tornando SpaceX a primeira empresa comercial a visitar a estação. Desde então, a SpaceX fez vôos múltiplos para a estação espacial, entregando e retornando carga para a NASA. Falcon 9, juntamente com a nave espacial Dragon, foi projetado desde o início para entregar os seres humanos no espaço e sob um acordo com a NASA, SpaceX está trabalhando ativamente para esse objetivo.
O entre-estágios é uma estrutura composta que conecta a primeira e segunda etapas e mantém o sistema de liberação e separação. O Falcon 9 utiliza um sistema de separação de fases totalmente pneumático para separação altamente confiável e de baixo choque que pode ser testado no solo, ao contrário dos sistemas pirotécnicos usados ​​na maioria dos veículos de lançamento.
O primeiro estágio do Falcon 9 incorpora nove motores Merlin e tanques de liga de alumínio-lítio contendo propulsor de querosene líquido (RP-1) e oxigênio líquido. Após a ignição, um sistema de espera permite que todos os motores sejam verificados para o desempenho de empuxo total antes de que o foguete seja lançado para o vôo. Então, com o impulso maior do que cinco 747s na potência cheia, os motores  Merlin lançam o foguete ao espaço. Ao contrário dos aviões, o impulso de um foguete realmente aumenta com a altitude; Falcon 9 gera mais de 1,7 milhões de libras de empuxo no nível do mar, mas fica até mais de 1,8 milhões de libras de empuxo no vácuo do espaço. Os motores do primeiro estágio são gradualmente desacelerados perto do fim do vôo de primeiro estágio para limitar a aceleração do veículo de lançamento como a massa do foguete diminui com a queima de combustível

A segunda fase, alimentada por um único motor a vácuo Merlin, entrega a carga útil do Falcon 9 à órbita desejada. O motor do segundo estágio acende alguns segundos após a separação de estágio e pode ser reiniciado várias vezes para colocar várias cargas em diferentes órbitas. Para uma confiabilidade máxima, a segunda etapa possui sistemas de ignição redundantes. Como a primeira etapa, a segunda etapa é feita de uma liga de alumínio-lítio de alta resistência.

EM SEU GRAN FINALE SONDA CASSINI MERGULHARÁ EM SATURNO


Vinte anos depois de seu lançamento e após 13 anos de exploração do sistema de Saturno, a Cassini não tem muito combustível e foi preciso decidir a melhor maneira de completar a missão, destacou a Nasa.
"A Cassini fará algumas de suas observações mais extraordinárias ao final de sua longa vida", destacou Linda Spilker, diretora científica da missão no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa em Pasadena, Califórnia.
A equipe científica espera obter valiosos dados sobre a estrutura interna de Saturno e a origem de seus anéis. Os pesquisadores também esperam obter imagens sem precedentes sobre as nuvens de Saturno.
Cassini começará sua primeira manobra para mergulhar em Saturno em cinco meses, com um último sobrevoo próximo à Titan em 22 de abril.
Quando Cassini fizer sua última imersão na atmosfera de Saturno, em 15 de setembro, a sonda continuará transmitindo os dados de vários de seus instrumentos, incluindo a composição atmosférica, até a perda do sinal.
A sonda Cassini da Nasa, na órbita de Saturno desde 2004, está pronta para iniciar as manobras para mergulhar na atmosfera do planeta gigante de gás em 15 de setembro, informou nesta terça-feira (4) a agência espacial americana.
Com 12 instrumentos científicos, a sonda realizará em 26 de abril a primeira descida ao espaço inexplorado de 2.400 km que há entre Saturno e seus anéis, destacou a Nasa.
Maior lua de Saturno, Titã orbita o planeta em imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa. Os anéis de Saturno são planos e vistos como uma linha fina, parecendo 'espetar' Titã. Análises recentes indicam que a lua do planeta pode ter vastos oceanos (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/J. Major)
"Nenhuma sonda se aventurou nesta região única que vamos tentar cruzar 22 vezes", explicou Thomas Zurbuchen, da direção de missões científicas da Nasa. "O que aprendermos das últimas órbitas da Cassini nos permitirá aperfeiçoar nossa compreensão da formação e evolução dos planetas gigantes e dos sistemas planetários em geral", destacou o especialista.
Durante sua longa missão em torno de Saturno, Cassini fez descobertas importantes, como a existência de um vasto oceano sob a superfície gelada da lua Encélado, assim como mares de metano líquido em Titan, outro satélite de Saturno.
A LUA DE ENCELADUS COM SEU OCEANO LÍQUIDO GELADO QUE PODE ESTAR MAIS PRÓXIMO DA SUPERFICIE DO QUE SE IMAGINAVA
MIMAS, UMA VISÃO EM ALTÍSSIMA RESOLUÇÃO

O CONCEITO DE INFINITO DE GIORDANO BRUNO



Giordano Bruno foi um monge italiano da Ordem dos Dominicianos desde os seus 15 anos. Nascido em 1548, dedicou-se ao estudo da teologia de São Tomás de Aquino e da filosofia aristotélica assim que entrou no seminário, tornando-se membro da Academia Florentina. Aos 17, ingressou na Ordem dos Pregadores.
Com o passar do tempo, pórem, começou a adotar ideias controversas na época como, por exemplo, a negação de qualquer tipo de imagem religiosa que não fosse o crucifixo. Em 1575, pouco depois de receber seu doutorado em teologia, abandonou a ordem.Foi grande defensor do conceito de infinito e de uma espécie de panteísmo. Segundo ele, os seres humanos ainda não eram capazes de realmente entender o conceito de Deus, que estaria em tudo e em todos. Para Bruno, Deus era a inteligência e a vida por trás de tudo que existe no mundo, e a matéria formadora dos objetos era expressão passiva de sua vontade.
Em resumo, Giordano Bruno, era hilozoísta — quem defende a ideia de que absolutamente tudo possui vida dentro de si — e panpsiquista — quem acredita que tudo tem alma. Por ter ideias tão liberais em torno da religião, ele era grande defensor da unificação das religiões, a favor de que Deus estava além de qualquer tipo de dogma ou regra.
O infinto era, para ele, algo complexo demais para a mente humana, já que os sentidos estão reservados a compreender apenas o que pode ser limitado pelo espaço e pelo tempo. Segundo Bruno, o universo possuía essa mesma propriedade e o número de planetas seria incalculável. A ideia do filósofo era de que muito possivelmente existissem muitas Terras com muitos messias por aí.

Na estrada
O teólogo peregrinou pela Europa dando aulas e divulgando suas teorias. Passou por Suíça, Inglaterra, França, Alemanha e República Tcheca. Entre suas viagens, converteu-se ao calvinismo e chegou a dar aulas na Universidade de Oxford, mas logo abandonou a religião de Calvino por considerá-la contrária à liberdade intelectual.
Giordano Bruno defendeu o conceito de que a verdade deve prevalecer sobre as vontades e as crenças, inspirando, séculos mais tarde, o movimento iluminista. Uma vez, Bruno escreveu que “só os espíritos mais fracos é que pensam com a multidão por ser ela multidão. A verdade não é modificada pelas opiniões do vulgo, nem pela confirmação da maioria".
Após vários ataques em diferentes regiões, foi preso em Veneza pelo Santo Ofício. A pedido do papa, foi entregue ao tribunal da Santa Inquisição e condenado a sete anos de prisão. Durante esse tempo, por não concordar em negar as próprias convicções, acabou sendo queimado no dia 17 de fevereiro de 1600.

VARIAS ESPÉCIES DE ABELHAS VÃO PARA A LISTA DE EXTINÇÃO


No mundo animal, as abelhas tem funções muito além  de apenas produzir mel. Poucas pessoas sabem, mas pelo menos 65% dos nossos alimentos vegetais dependem – direta ou indiretamente – das abelhas para se reproduzir. Encarregada da polinização de mais de 120 mil tipos de plantas floríferas no planeta, as abelhas são parte essencial no processo de produção de alimentos vegetais.  Se não fosse pelas abelhas, muitas plantas não resistiriam, uma vez que a polinização industrial ainda não é uma realidade tão avançada.
No início de outubro de 2016, a US Fish and Wildlife Service (FWS) – que funciona como um IBAMA dos EUA – colocou sete espécies de abelhas na lista de animais em risco de extinção. Segundo o relatório divulgado pela Xerces Society, organização estadunidense que trabalha na conservação dos invertebrados no país, existem números e dados que apresentam claramente que estas espécies passam por um risco claro de extinção.
As reclamações sobre o declínio do número de abelhas em centros de criações apicultoras, espaços naturais e até mesmo em plantações, cresce cada vez mais desde 2006. Dados da FWS apontam que, de 2012 a 2013, 31% das abelhas nos EUA desapareceram. Apicultores indicam que as abelhas espontaneamente abandonam suas colmeias, desprezando suas larvas e deixando tudo para trás, em debandada. Relatos de partidas como essa foram registrados ao redor do mundo, em pelo menos três continentes. As causas não eram certas, uma vez que as principais suspeitas baseavam-se apenas em pontos genéricos, sem ligação direta, como poluição, urbanizações de pontos naturais ou pesticidas industriais, que funcionam como repelente nas abelhas.
Porém, em março de 2016, o departamento de entomologia – ramo da zoologia que é encarregada do estudo da vida dos insetos – da Universidade de Illinois, em Chicago, descobriu o vírus que pode ser o grande causador desse êxodo anormal das abelhas. Trata-se do colony collapse disorder (“desordem de colapso de colônia”, em inglês), um vírus que causa uma adulteração em muitos genes das abelhas, o que justifica tal tipo de comportamento.
Questionados sobre quais seriam as consequências no planeta em caso de extinção das abelhas, especialistas da FWS afirmam que as chances de uma gigantesca crise alimentícia mundial são muito grandes. O resultado lucrativo do trabalho das abelhas no desenvolvimento vegetal é estimado em mais de 800 bilhões de reais. Segundo dados da USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), somente entre 2006 e 2008, a diminuição das abelhas no país trouxe um prejuízo que superava os 12 bilhões de dólares. Em entrevista à revista Mundo Estranho (Editora Abril), a doutora Maria Caldas Pinto, do Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), afirmou que as abelhas são fundamentais para a humanidade, em uma proporção muito maior do que a população tem ciência.
Apesar de serem relatos e dados que assustam, a preocupação ainda não está em nível crítico. O assunto ainda não é um apocalipse animal, já que existem cerca de 25 mil espécies de abelha em todo o mundo, onde 4/5 desse número são capazes de fazer a polinização das plantas. De qualquer forma, o declínio afeta diretamente o setor alimentício, o que já é motivo suficiente para incomodar.
Artigo de Lucas Kalebe