DEFINIDA ÁREA DE POUSO DE MÓDULO DE ROSETTA


 
Finalmente conhecemos a região onde deverá pousar o módulo Philae da Sonda Rosetta  sobre o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko. O momento de pouso, tão aguardado pois entrará para os livros de história como a primeira vez em que pousaremos em um pequeno cometa de apenas 5 Km de diâmetro que está a mais de 400 milhões de Km da Terra se deslocando por algo tão gigantesco como o Sistema Solar a uma vertiginosa velocidade de mais de 55.000 km por hora, será em novembro. 
 
Há cinco áreas sendo estudadas para pouso, todas com vantagens e desvantagens. A denominada área "A" era a preferida por todos os técnicos já que implicava em pousar na “ponte” de matéria que parece unir as duas partes principais do cometa e com isso ter a possibilidade de tomar imagens panorâmicas realmente incríveis, mas dificilmente essa será a área ganhadora pelos perigos que representa para o fracasso da missão.
Buscando um equilíbrio entre valor científico e segurança a equipe optou pela zona “J”, que oferece um potencial científico único e menor risco ao menos em comparação com as outras 4 zonas. Se optou também que a zona “C” será a opção de reserva.
As imagens mais recentes do cometa nos mostram um mundo maravilhoso mas muito acidentado. "Nenhum dos pontos de aterrissagem  cumprem 100% dos requisitos operacionais mas o “J” é claramente a melhor solução", disse Stephan Ulamec, do Centro Aeroespacial Alemão. “Realizaremos a primeira análise do solo de um cometa, oque nos proporcionará  um conhecimento sem precedentes da sua composição, estrutura e da sua evolução".
Havia uma série de aspectos críticos que deviam ser superados para esta decisão. Tinha que se encontrar uma trajetória segura para colocar PHILAE na superfície e as ameaças da zona de aterrissagem  devem ser mínimas. Uma vez nela entravam em jogo outros fatores como o balanço entre horas de luz e noturnas.
Outro fator a ter em conta é que a descida sobre o cometa será passiva, separando-se Philae de Rosetta a velocidade entre 0,18 e 1,9 Km/h para ir descendo sob o efeito da tênue gravidade do cometa e só é possível predizer que a aterrissagem será dentro de uma elipse com várias centenas de metros de diâmetro. A área “J”  a maior parte  parece ter menos de 30 graus de inclinação o que reduz a possibilidade de Philae tombar quando tocar a superfície, também parece ter poucas pedras e recebe suficientes horas de luz para que possa recarregar as baterias.
Uma vez liberada de Rosetta e durante sua longa descida (que levará cerca de 7 horas para esta área) se tomarão imagens e se farão outras observações do entorno. No momento em que tocar a superfície do cometa a uma velocidade equivalente ao passo humano, usará arpões para fixar-se na superfície pois a gravidade do cometa é muito fraca. Tomará então uma panorâmica de 360 graus do lugar de aterrissagem para ajudar a determinar onde aterrissou. Tudo isso deverá ocorrer antes da metade de novembro já que posteriormente, com um cometa em atividade crescente, as opções de êxito se reduziriam.
 
Em seguida inicia-se a fase da ciência inicial na qual os instrumentos analizarão o plasma e o campo magnético, assim como as temperaturas superficiais e internas. Também perfurará a superfície e tomará amostras para analisá-las em laboratório de bordo.
O chefe do Projeto Rosetta Fred Jansen em uma conferência à imprensa disse que as possibilidades de êxito da operação são em torno de 70% o que na realidade é bastante baixo. Serão horas de alta tensão. Mesmo fracassando o fato de chegar até aqui estando Rosetta em órbita ao cometa e a tentativa de descida do modulo já é por si só um feito extraordinário. Só nos resta aguardar ansiosamente pelo resultado da missão em novembro.
ÁREA 'J' AMPLIADA
 
 

AS VERDADEIRAS RAZÕES DA FALTA DE ÁGUA EM SP


Desde que a crise da falta d'água não pode mais ser escondida, a publicidade oficial do governo paulista repete que estamos enfrentando “a maior seca dos últimos 84 anos”.

Do outro lado, os adversários do PSDB apontam a incompetência de sucessivos governos tucanos na adoção de medidas que evitassem esta situação crítica: estes políticos teriam ignorado alertas emitidos há vários anos por especialistas em planejamento urbano e abastecimento.

No meio dessa guerra, é quase inacreditável que raras vozes lembrem-se de refletir sobre as razões da falta de chuvas. Seria apenas o mau humor do santo que guarda as portas do céu? A resposta é não.

O estado de São Paulo está na mesma latitude de alguns dos maiores desertos do mundo, como o Atacama (Chile), Namibe (Namíbia), Kalahari (sul da África) e o deserto australiano. O que então nos salva da aridez? Onde, afinal, vive São Pedro?

São Pedro mora longe, mais precisamente lá no meio da floresta. Mais da metade das chuvas que recebemos aqui no Sudeste, nas regiões Centro-Oeste e Sul, e na Bolívia, Paraguai e o norte da Argentina, têm origem na Floresta Amazônica, e chegam até nós pelo fenômeno climático conhecido como “rios voadores”. As “nascentes” destes rios aéreos ficam no Oceano Atlântico: com alta incidência de radiação solar na região da linha do Equador, quantidades monumentais de vapor d'água elevam-se acima do mar e são levadas pelos ventos alísios rumo oeste, para a floresta tropical. Isso explica os altíssimos índices de pluviosidade na região.

A chuva na mata e os imensos rios, somados ao intenso calor na região, geram ainda mais evaporação e evapotranspiração (capacidade de plantas e animais de “perder água” de sua composição biológica e fisiológica), o que chega a dobrar essa massa de partículas de água vindas do Atlântico e suspensas no ar sobre a floresta tropical.

Os números impressionam: são cerca de 600 bilhões de árvores na Amazônia, e as de maior porte são capazes de evapotranspirar até mil litros de água por dia. O volume de partículas de H2O em suspensão é tão grande que estima-se que o volume de água dos rios transportados por via aérea seja equivalente à vazão do Rio Amazonas: cerca de 200 milhões de litros por segundo. A floresta tem ainda o importante papel de reter no solo toda essa água das chuvas torrenciais. Sem as árvores, o líquido seria escoado para os rios e voltaria rápida e diretamente para o mar.

Toda essa umidade segue sendo transportada para o oeste pelas correntes de ar. Parte dela fica na base da Cordilheira dos Andes na forma de neve, parte vai para o norte do continente e parte segue sua jornada para o sul, terminando sua viagem no norte do Paraná, cerca de seis dias depois de sair da Amazônia, irrigando e trazendo vida em seu caminho para milhões de pessoas e um número incalculável de animais e vegetais.

A Amazônia vem perdendo sua cobertura vegetal ao longo dos séculos XX e XXI, e o processo vem se acelerando nas últimas décadas. Calcula-se que o equivalente a 90 milhões de campos de futebol de floresta já foram perdidos para as represas de hidrelétricas, motosserras e queimadas. São milhares a cada dia. Com essa eficiente máquina de destruição funcionando tão bem, o que mais esperar senão problemas de falta de chuvas cada vez mais graves, uma vez que as chuvas dependem da floresta preservada?

Mas não é só o desmatamento da Amazônia que prejudica a manutenção dos reservatórios de água que abastecem as grandes cidades do Brasil. O desmatamento local também é nefasto. Na região do Sistema Cantareira, que serve parte da Grande São Paulo, por exemplo, restam apenas 30% da cobertura vegetal original da Mata Atlântica. Onde não há floresta, a evaporação é maior e a infiltração da água das chuvas no solo é menor, o que diminui a absorção e aumenta a perda de umidade. Num solo de pastagem, por exemplo, a quantidade de água escoada é até 20 vezes maior que em área de vegetação natural.

Enquanto nós brasileiros não repensarmos radicalmente a forma como lidamos com a natureza e os recursos naturais, o agronegócio vai continuar a arrancar pedaços da floresta e novas hidrelétricas como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio serão construídas para gerar mais energia para sustentar o crescimento infinito do consumo e do PIB, essa obsessão de governos de todas as cores.

É uma escolha que fazemos todos os dias enquanto sociedade. Mas não fiquemos surpresos se o resultado dessa escolha for não apenas falta de água para o agronegócio e para girar turbinas de hidroeletricidade, mas também para abastecer nossos lares.


Texto de Danilo Di Giorgi, jornalista. Mais sobre ele em seu blog http://ddigiorgi.blogspot.com.br/

Brasil ultrapassa Alemanha em expansão de energia eólica em 2015


Com uma expansão prevista de 6 gigawatts (GW) da capacidade instalada de energia eólica em 2015, o Brasil passará a ocupar a segunda posição em expansão de energia eólica no mundo, atrás apenas da China, e superando a Alemanha, que em 2013 ficou na frente do Brasil com mais 3,2 GW de energia eólica.
Este ano, o Brasil vai adicionar mais de 2 GW, elevando para 5 GW o total de capacidade instalada. Atualmente, o país tem cerca de 200 parques eólicos em operação.
Em relação ao potencial de geração de energia eólica, o país ocupava a 15ª posição em 2013 e deverá alcançar a 10ª este ano. Em 2015 deverá chegar à 7ª posição do ranking mundial.
O grande potencial do setor no Brasil tem atraído investidores de países como Espanha, Bélgica, Portugal e Itália, e contribuído para reduzir o custo da energia eólica. O próximo leilão de energia eólica, previsto para o dia 28 de novembro, já tem 708 projetos inscritos, totalizando mais 700 megawatts na matriz energética brasileira.
“O vencedor ganha um contrato de 20 anos. É um contrato de longo prazo, por isso o sucesso”, afirma Maurício Tolmasquim, presidente da EPE.
No final de 2012, o setor eólico representava cerca de 2% de toda a capacidade instalada no Brasil. Até o final de 2023, essa fatia deverá chegar a 11%. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem contribuído para o país alcançar essa meta, investindo na expansão de parques eólicos no país, principalmente nas regiões Nordeste e Sul.
Linhas de Transmissão
Para que a energia produzida pelos parques eólicos seja, de fato, distribuída pelos centros consumidores, é necessária a instalação de linhas de transmissão. Para evitar que os parques eólicos fiquem prontos antes das ligações, o governo federal tem antecipado os leilões. “Já planejamos e licitamos linhas para escoar a energia a ser produzida. Estamos licitando agora para entrar em operação em 2018”, informa Tolmasquim. Os estados que estão nessa lista de investimentos são Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul.

RELATÓRIO DO BANCO MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO NA AMÉRICA LATINA E CARIBE.



 

Na América Latina, os professores de educação básica (pré-escolar, primária e secundária) constituem um capital humano de 7 milhões de pessoas, ou seja, 4% da população ativa da região, e mais de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais. Seus salários absorvem 4% do PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra, inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são, em sua maioria, mulheres — uma média de 75% — e pertencem às classes sociais modestas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e considera-se que esteja “envelhecido”.
O Banco Mundial lembra que todos os governos do planeta escrutinam com atenção “a qualidade e o desempenho dos professores” no momento em que os objetivos dos sistemas educativos se adaptam às novas realidades. Agora, o foco está na aquisição de competências e não apenas no simples acúmulo de conhecimentos.
As conclusões do relatório são implacáveis. O Banco Mundial enfatiza “a baixa qualidade média dos professores da América Latina e do Caribe”, o que constitui o principal obstáculo para o avanço da educação no continente. Os conteúdos acadêmicos são inadequados e as práticas ineficientes. Pouco e mal formados, os professores consagram apenas 65% do tempo de aula à instrução, “o que equivale a perder um dia completo de instrução por semana”. Por outro lado, o material didático disponível continua sendo pouco utilizado, particularmente as novas tecnologias de informação e comunicação. Além disso, os professores não conseguem impor sua autoridade, manter a atenção dos alunos e estimular a participação.
De acordo com a instituição, “nenhum corpo docente da região pode ser considerado de alta qualidade em comparação aos parâmetros mundiais”, com a notável exceção de Cuba. O Banco Mundial aponta que “na atualidade, nenhum sistema escolar latino-americano, com a possível exceção de Cuba, está perto de mostrar os parâmetros elevados, o forte talento acadêmico, as remunerações altas ou, ao menos, adequadas e a elevada autonomia profissional que caracteriza os sistemas educativos mais eficazes do mundo, como os da Finlândia, Singapura, Xangai (China), da República da Coreia, dos Países Baixos e do Canadá”.
De fato, apenas Cuba, onde a educação tem sido a principal prioridade desde 1959, dispõe de um sistema educativo eficiente. A ilha do Caribe é, além disso, a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional (13%) para a educação.
O Banco Mundial lembra que a elaboração de bons sistemas educacionais é vital para o futuro da América Latina e do Caribe. Reforça, também, o exemplo de Cuba, que alcançou a excelência nesse setor e é o único país do continente que dispõe de um corpo docente de alta qualidade. Esses resultados são explicados pela vontade política do governo do país caribenho de colocar a juventude no centro do projeto de sociedade, dedicando os recursos necessários para a aquisição de saberes e competências. Apesar dos recursos limitados de uma nação do Terceiro Mundo e do estado de sítio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de meio século, Cuba, baseando-se no adágio de José Martí, seu apóstolo e herói nacional, “ser culto para ser livre”, demonstra que uma educação de qualidade está ao alcance de todas as nações.

LANIAKEA - O ENDEREÇO DA VIA LACTEA NO UNIVERSO


Os astrônomos encontraram o endereço da Via Láctea no Universo, um  superaglomerado de galáxias no qual se encontra a Via Láctea. A grande estrutura cósmica contém uma massa de 100 trilhões de sóis.
Vizinhança cósmica: Contorno em laranja marca as fronteiras do superaglomerado de galáxias Laniakea, lar da Via Láctea (no ponto azul), rodeado pelos superaglomerados Peixes-Perseu (à direita), Coma (acima) e Shapley (no alto à esquerda) - Divulgação/Nature
A Via Láctea, nossa galáxia, faz parte de um enxame de centenas de milhares de galáxias que se dirigem a uma região do espaço  que as atrai com sua poderosa gravidade. O superaglomerado de galáxias, que seus descobridores apresentam na revista NATURE mede 500 milhões de anos luz de diâmetro e contem uma massa de 100 trilhões de sóis. Os cientistas a chamaram LANIAKEA, que significa “Céu Imenso” na língua havaiana.
É difícil conceber seu tamanho na escala humana. A própria Via Láctea, com seus 200 bilhões de estrelas e seus 100.000 anos luz de diâmetro, já é por si só imensa em comparação com nosso pequeno sistema solar. E é pouco mais que um grão de areia entre as 100.000 grandes galáxias de Laniakea.
Mas Laneakea é por sua vez diminuta em comparação com o conjunto do Universo. “Caberiam 6 milhões de Laniakeas no interior do Universo observável” explica o astrônomo Brent Tully da Universidade do Havaí (EUA) e diretor da investigação.
Da mesma forma que como o sistema solar está localizado na periferia da Via Láctea nossa galáxia se encontra em um extremo de Laniakea, longe da corrente central de galáxias e muito mais longe do Grande Atrator – como  chamam os astrônomos o  centro de gravidade para onde  as galáxias se dirigem.
Investigações anteriores haviam estabelecido que as galáxias não estavam espalhadas de maneira uniforme pelo Universo mas sim que se agrupavam em alomerados e ao longo de filamentos. Entre os aglomerados e os filamentos há vastas regiões sem matéria chamadas de vazios.

Se sabia que a Via Láctea forma parte do chamado Grupo Local com mais de 50 galáxias e que este integra o super aglomerado de Virgo que contem mais de cem grupos de galáxias e que se dirigem para o enigmático Grande Atrator. A nova investigação revelou que o Super aglomerado de Virgo forma parte de uma estrutura muito maior.
O descobrimento de Laniakea foi possível graças aos dados do projeto CosmicFlows-2, que cartografa o movimento de milhares de galáxias próximas ao Grande Atrator. Analisando o movimento que descreve cada galáxias em relação à Terra e descontando para cada uma o movimento atribuído a expansão do Universo, se obteve um mapa tridimensional, de alta precisão do movimento de umas galáxias em relação a outras.
Os resultados da investigação mostram como as galáxias se organizam em rios cósmicos que se movimentam ao longo das correntes de gravidade. No super aglomerado de Laniakea todas as correntes convergem em direção ao Grande Atrator.

BRASIL NO TOPO DO RANKING DE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.
Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.

Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.

Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero

"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.

A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.
Fonte BBC Brasil

POR QUE ESTÁ FALTANDO ÁGUA?


 
Em 2015 só 29% dos brasileiros vão receber água de forma satisfatória. Oque significa que 145 milhões de brasileiros vão ter pouca água ou nenhuma. Isso no país que poderia abastecer todo o planeta. Se o Brasil tem tanta água doce, por que ela não chega às torneiras?

1. NOSSOS RECURSOS NÃO SÃO APROVEITADOS

 O Rio Amazonas é o maior do mundo em volume d’água. E temos outros gigantes: dos 50 maiores rios, 11 estão no Brasil, mas também dos 10 rios mais poluídos do mundo três são brasileiros Tiete, Guandu e Iguaçu. No país 7% dos rios e lagos estão poluídos a ponto de serem impróprios para o consumo. O cenário é muito mais dramáticos nas áreas urbanas.
48% do território brasileiro é repleto de águas subterrâneas, mas os agrotóxicos estão contaminando os aqüíferos. No Guarani, o segundo maior do mundo, há vestígios de herbicidas usados na produção de cana-de-açúcar. Os lixões também preocupam porque o chorume penetra a terra e contamina a água.

2. EXPLORAMOS MAL A ÁGUA QUE TEMOS

No ranking dos países que melhor aproveitam seus recursos hídricos o Brasil está na 86 posição, com 10,87 numa escala que vai até 100. O índice leva em conta os índices de reuso para minimizar a sobrecarga sobre os mananciais.
Ser um dos maiores exportadores do mundo tem um preço hídrico. Só para produzir toda a carne e os grãos que exportamos em 2013 gastamos 112 trilhões de litros de água. Essa água que enviamos para fora do país, por meio desses produtos é chamada de água virtual.

3. NOSSAS PERDAS SÃO EXCESSIVAS

50%  da água que vai para o consumo é desperdiçada. O sistema é ultrapassado, as tubulações são velhas, o desperdício é muito maior que a média de muitos países da América do Sul. Não há o hábito sistemático de economizar e reutilizar, oque existe é exceção à regra. Nossa outrora fartura de água fez com que nunca tivéssemos o assunto como prioridade. O Brasil está atrás da Bolívia, Peru, Argentina, Venezuela e Chile no uso sustentável da água. No saneamento básico também estamos mal. Estamos com índices inferiores ao da Argentina, Chile e Uruguai. Isso custa caro. Em um ano, 400 mil pessoas são internadas no país por diarréia, causada pela má qualidade da água e custam para o SUS RS 140 milhões.

4. CONCLUSÃO

O futuro é incerto. As previsões apontam para aumento das temperaturas, diminuição da vazão dos rios e grande irregularidade nos níveis de chuvas como está ocorrendo agora com excesso de chuva no norte e escassez no sudeste. Parece que nossas autoridades teimam em ignorar o desastre que se aproxima. Nossos rios continuam poluídos, saneamento básico é mínimo na maioria do país, a consciência ecológica se choca com a falência do sistema educacional e com a ideia de que o Brasil é um pais tropical abençoado por Deus. Providências começaram a ser tomadas quando for tarde demais, mantendo a nossa tradição de que remediar é melhor do que prevenir.