OU CONSTRUIMOS UM NOVO MUNDO OU NÃO HAVERÁ MUNDO PARA NINGUÉM


 
Só pode ser piada, e de muito mal gosto, o acordo tão festivamente anunciado entre EUA e China sobre a redução dos gases de efeito estufa pelos 2 paises que juntos são responsáveis por quase 50% de todo gás emitido no mundo.

 “O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que seu país reduzirá antes de 2025 a emissão de gases de efeito estufa entre 26 e 28% em relação a 2005, enquanto que seu parceiro da China Xi Jinping, informou que aumentará em 20% a utilização de energias renováveis até 2030.”

O presidente americano fala em 26% menos sobre as emissões de 2005, ou seja 10 anos atrás.

O mundo não tem esse tempo todo para suportar continuas emissões de gases de efeito estufa. Como vimos neste blog, na declaração do IPCC 5 as conseqüências serão irreversíveis.

Parece que a única saída para que medidas efetivas sejam tomadas tem que partir da própria população. Ir às ruas, em escala mundial em defesa da Terra e das futuras gerações de todas as espécies, que tem direito à vida  e não ficar à mercê de um sistema que oprime e destrói tudo pela frente, como um predador voraz. Em nome de um consumo desenfreado e burro tudo que conseguimos foi a infelicidade e a destruição de um planeta que agoniza. Está na hora de criar um novo sistema em que o respeito ao planeta e a todas as espécies que nele vivem deve ser o primordial. Respeito à vida ao invés de consumo desenfreado. Viver com equilíbrio e felicidade ao invés de luxo, ostentação e riqueza. Tornar primordial o equilíbrio ao invés de deixar que o deus mercado dite as regras. Ah! Falar é fácil, mas como atingir isso? Horas, não me digam que não é possível, o homem pousou em um cometa, o homem produz células que criam novos homens, quando o homem quer ele se diz Deus.

Ou começamos a agir seriamente na construção de um novo mundo ou não haverá mundo para ninguém. É importante, vital mesmo, começar a pensar nisso e, mais que pensar, começar a agir.
imagem de José Eduardo Mattos
 

SE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ SEGURO VEJA O MAPA DA NASA

Este diagrama mapeia os dados recolhidos a partir de 1994-2013 em pequenos asteroides que impactam a atmosfera da Terra para criar meteoros muito brilhantes, tecnicamente chamados de "bólidos" e comumente referidos como "bolas de fogo". Tamanhos de ponto amarelo (impactos do dia) e os pontos azuis (impactos noturnas) são proporcionais à energia irradiada ótica dos impactos medidos em bilhões de Joules (GJ) de energia, e mostram a localização dos impactos de objetos de cerca de 1 metro (3 pés) a quase 20 metros (60 pés) de tamanho. Crédito da imagem: Ciência Planetária

Um mapa divulgado DIA 14 DE NOVEMBRO pela Near Earth Object da Nasa (NEO) Programa que revela pequenos asteroides que entram frequentemente e se desintegram na atmosfera da Terra com distribuição aleatória ao redor do globo. Lançado para a comunidade científica, o mapa visualiza os dados recolhidos pelos sensores do governo dos EUA de 1994 a 2013. Os dados indicam que a atmosfera da Terra foi impactado por pequenos asteróides, resultando em bólidos (ou bolas de fogo), em 556 ocasiões diferentes no período de 20 anos. Quase todos os asteróides deste tamanho se desintegram na atmosfera e são geralmente inofensivos. A notável exceção foi o evento Chelyabinsk, que foi o maior asteroide a atingir a Terra neste período. Os novos dados podem ajudar os cientistas a melhor refinar as estimativas da distribuição dos tamanhos de NEOs incluindo os maiores, que poderiam representar um perigo para a Terra.

Projeto Rosetta: O final de um sonho


A missão Rosetta chega  abreviadamente ao seu fim. A posição em que o módulo Philae pousou no cometa não lhe dá luz de sol suficiente para recarregar as baterias e o módulo entra em hibernação. Isso não significa o fim da missão. A medida que o cometa vai se aproximando do Sol e a intensidade de luz aumente talvez seja possível voltar a trabalhar.
É decepcionante saber que ele iria continuar conosco mais alguns meses mandando dados sobre a origem do universo que estão ocultos nas rochas primordiais do cometa.
Philae trabalhou até o esgotamento de sua bateria primária não recarregável, projetada para enfrentar situações como essa e dar tempo de cumprir objetivos mínimos. Por isso ainda conseguiu enviar inúmeros dados científicos incluindo do penetrómetro MUPUs e mais importante sendo capaz de perfurar com broca 25 cm de rocha e enviar inúmeras informações da composição do solo do cometa.

Todo o problema se deu no momento da aterrisagem quando o instrumento encarregado de fixar Philae ao solo falhou e o modulo pulou duas vezes de posição acabando por se estabilizar junto a uma parede rochosa em que recebe a luz solar apenas por 1,5 hora a cada 12 horas, insuficiente para recarregar suas baterias de trabalho.

Philae encontra-se agora profundamente adormecido, poupando a pouca energia disponível para manter-se vivo e esperar tempos melhores de luz. Quem sabe um dia o escutaremos de novo mas mesmo se isso não aconteça ele é um testemunho eterno e silencioso de que um dia a humanidade foi capaz de pousar em um desses corpos primitivos do sistema solar. Só podemos ser gratos a todos aqueles que tornaram isso possível. Até um dia pequeno Philae.

MISSÃO ROSETTA CORRE PERIGO


Assim foi o acidentado pouso de Philae.
 
A aterrissagem de Philae sobre o cometa 67p Churimov é um feito extraordinário e o será ainda por um bom tempo até ser superado por outra grande façanha espacial. Mas nem tudo foi perfeito. O módulo “quicou” duas vezes antes de se estabelecer em um lugar definitivo, isso porque os arpões que deveriam fixá-lo ao solo do cometa não funcionaram como deveriam. Isto não seria um problema  se o módulo não houvesse se fixado junto a uma parede de rocha que limita sua exposição aos raios solares há apenas 90 minutos a cada 12 horas. Se os cientistas não encontrarem uma maneira de mudá-lo de lugar, a energia de suas baterias se esgotarão em dois dias.

Não é simples movê-lo sem sistema de propulsão. A nave conta com quatro instrumentos que envolvem movimento e um deles deverá funcionar o suficiente  para movê-lo alguns graus para que seus painéis solares recebam luz suficiente.

Para tentar a operação os técnicos vão desencadear um instrumento chamado MUPUS que possui um pequeno martelo. Os cientistas acham que o movimento causado por esse instrumento poderá agitar Philae o suficiente para deslocá-lo mais longe dessa parede dando maior alcance à luz solar. A equipe do projeto se reúne a cada duas horas para decidir o melhor caminho a seguir.

A ILHA DOS AMORES


 
São Paulo, a cidade, já teve uma ilha, sim e uma bela ilha ajardinada onde os paulistanos passeavam nos anos 1870 e 1880. Essa ilha ficava no meio do Rio Tamanduateí, hoje um rio poluído e fedorento com zero de oxigênio, mas no século XIX era um belo e imponente rio.

Segundo o jornal “A Província de São Paulo” em sua edição de 18 de maio de 1877, a ilha era mesmo uma coisa de outro mundo. A Ilha causava no visitante “ uma admiração extraordinária, pelo pitoresco e gracioso efeito de seus passadiços tortuosos, de seus repuxos de uma água límpida e pura como o cristal e sobre tudo de suas roseiras e de seus mássicos de ervas, de um verde o mais tenro que as fadas parecem ter semeado naquela residência encantada, onde tudo respira poesia”.

Seu nome: Ilha dos Amores, um pedaço de terra que sobrou no meio do rio após sua primeira retificação (alinhamento). Ficava próxima à Rua 25 de Março e mantinha um chalet que servia pela manhã café simples e com leite, pão com manteiga, etc e durante o dia comidas frias e bebidas de todas as qualidades, e uma casa de banhos – muito útil em tempos sem água encanada, que oferecia “banhos de nado e de chuva” das 6 da manhã às 6 da tarde.

 

Mais tarde a ilha acabou abandonada. As chuvas que a alagavam parcialmente foram parte do motivo. Por fim não sobreviveu à segunda retificação do Rio Tamanduateí, no início do século 20.
 

EXITO!!!PHILAE POUSA NO COMETA CHURY


Primeira imagem do solo do cometa enviada por Philae
 
Uma grande conquista para a humanidade. Philae alcançou a superfície do cometa Churyumov-Gerasimenko depois de mais de dez anos de viagens. A pequena sonda foi separada da Rosetta pela primeira e última vez às 09:03 UTC de hoje 12 de novembro e pousou cerca de sete horas mais tarde. Este dia vai ficar na história como o dia em que a humanidade conseguiu alcançar a superfície de um cometa. Dentro de muito tempo, quando houvermos desaparecido e quando os problemas políticos e econômicos que tanto nos preocupam houverem caído no esquecimento, nossos descendentes saberão se foi hoje, aqui e agora, que nossa espécie conseguiu pousar em um cometa pela primeira vez.
 
Os três sistemas de Philae para sua fixação no solo do cometa. Dois deles funcionaram.
 
 
 

 

MISSÃO ROSETTA: PHILAE ESTÁ A CAMINHO DO COMETA

FALTAM DUAS HORAS PELO HORÁRIO GMT PARA PHILAE ATERRISAR NO COMETA 67P CHURY. A CÂMARA OSISRIS DE ROSETTA NOS MANDA A PRIMEIRA FOTO DA SEPARAÇÃO DO MÓDULO OCORRIDA ÀS 9.00 DA MANHÃ DE HOJE 12 DE NOVEMBRO DE 2014, DIA HISTÓRICO PARA A CIÊNCIA ESPACIAL. ÀS 16.00 SERÁ O MOMENTO DECISIVO DA ATERISSAGEM SOBRE O COMETA.

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