UMA ESPETACULAR IMAGEM DA TERRA



O novo satélite meteorológico da NOAA, GOES 16, já está em funcionamento. Este satélite representa uma nova era de satélites meteorológicos e sua primeira imagem oficial é uma boa prova disso. Se trata de uma imagem do disco completo de nosso planeta que foi criada utilizando vários dos 16 canais espectrais disponíveis no GOES-16.

A imagem mostra a América do Norte e do Sul e os oceanos circundantes com uma beleza sem igual. O satélite GOES-16 observará a Terra desde uma vista equatorial de aproximadamente 35.888 km de altura, criando imagens de disco completas como esta.

COMEÇA O GRANDE FINAL: A ÚLTIMA JORNADA DA SONDA CASSINI

OS ÚLTIMOS MOMENTOS DE CASSINI
A mítica sonda Cassini começa a última etapa de sua missão, chamada adequadamente de Grande Final. Cassini, que foi lançada em 1997 e chegou a Saturno em 2004, se espatifará contra Saturno dia 15 de Setembro, pondo fim a um episódio de exploração do sistema solar que passará a História.. A fase Grande Final começou dia 22 de abril de 2017 com o sobrevôo 127 sobre Titan a só mil km de distância. A gravidade da maior lua de Saturno serviu para mudar a órbita da sonda veterana e colocá-la em uma nova órbita que a levará a atravessar 22 vezes o espaço que existe entre os anéis e o planeta antes de se destruir.
Essas 22 órbitas finais foram escolhidas com muito cuidado para aproveitar ao máximo as informações que a Sonda poderá fornecer em seus últimos meses de vida. Atravessar o fosso entre os anéis e o planeta não é fácil. A sonda terá um espaço relativamente grande, de uns dois mil Kms de amplitude para cruzá-los sem problema, mas a velocidade relativa de Cassini será enorme, 34 kms por segundo. O perigo do choque de partículas com as antenas e o motor da sonda será muito grande, apesar de seus escudos de proteção.
Essa missão final permitirá obter dados sem procedentes dos anéis, do campo magnético, da atmosfera e do interior de Saturno.

REPRESENTAÇÃO DA DESCIDA FINAL DE CASSINI  EM SATURNO



AQUECIMENTO GLOBAL - ICEBERG GIGANTE APORTA NO CANADÁ



A chegada de um iceberg gigante - cerca de 15 metros mais alto do que aquele que afundou o navio Titanic - vem atraindo curiosos para uma pequena cidade no litoral do Canadá, alavancando o turismo local.
No período entre abril e setembro, especialmente na primavera, é comum ver centenas de grandes blocos de gelo flutuando pelo local - conhecido como "alameda dos icebergs" -, mas há relatos de que este seria o maior já visto na costa da província de Terra Nova e Labrador. O gigante gelado é o primeiro da primeira deste ano no Hemisfério Norte.



Além disso, ao contrário dos demais, ele parece ter se fixado, ou encalhado, em uma área acessível para barcos, onde deve permanecer por tempo indeterminado.
Curiosos aproveitam a novidade para tirar fotos da paisagem deslumbrante. Muitos fazem seus cliques pelas estradas de Ferryland.

Pouco mais de 600 icebergs já passaram pela costa somente este ano, segundo a imprensa local, sendo que em 2016 foram registrados 687. A quantidade significativa desses blocos em travessia tem sido atribuída aos ventos fortes e aos efeitos do aquecimento global, que reduz a camada de gelo nos extremos do planeta.




OS INCRÍVEIS MOTORES DO FOGUETE SOYUZ FG

MOTORES DA SOYUZ MS-04
20.04.2017
Com estes motores do foguete FG a Soyuz MS-04 luta contra a gravidade para viajar até a Estação Espacial Internacional (ISS)

As cápsulas Soyuz (União, em russo) foram desenvolvidas para transportar cosmonautas para a Lua. De desenho versátil e fruto do engenho de um dos maiores nomes no desenvolvimento de veículos espaciais em todos os tempos, Sergei Korolev, ainda são utilizadas em suas versões mais modernas, a Soyuz TM, Soyuz TMA e a última versão Soyuz MS-04, no transporte de pessoal para a Estação Espacial Internacional (ISS).

A Soyuz é a nave espacial com maior período de uso na história da exploração espacial e considerada muito eficiente e segura, não ocorrendo acidentes fatais desde 1971 (o primeiro voo tripulado foi em 1967)

A nave pilotada russa Soyuz MS-04, com dois tripulantes a bordo, foi lançada hoje desde o cosmódromo cazaque de Baikonur rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Na Soyuz viajam o cosmonauta russo Fiodor Yurchikhin e o astronauta norte-americano Jack Fischer, que se unirão aos atuais tripulantes da plataforma orbital: o russo Oleg Novitski, a norte-americana Peggy Whitson e o francês Thomas Pesquet.

O lançamento aconteceu às 4h13 (horário de Brasília) (20.04.2017) com a ajuda de um foguete Soyuz-FG, e segundo o plano de voo a nave se acoplará hoje mesmo, às 10h22, à ISS.

Será a primeira vez que uma Soyuz MS vai se acoplar à plataforma orbital no "esquema rápido", após realizar apenas quatro voltas em torno da Terra: as anteriores três naves da série se acoplaram à ISS após dois dias de voo.

Inicialmente, estava previsto que a bordo da Soyuz MS-04, além do astronauta norte-americano, viajariam à ISS dois cosmonautas da Rússia, mas no fim do ano passado a Roscomos, a agência espacial do país, decidiu reduzir de três para dois os membros da missão russa na estação espacial.

Esta situação se manterá pelo menos até o final de 2018, quando está programado o acoplamento à ISS do novo módulo científico russo "Nauka".





FELIZ ANIVERSÁRIO HUBBLE


20.04.2017
O Telescópio espacial Hubble comemora seu 27 aniversário com esta imagem de duas galáxias, NGC 4302 (a esquerda) e NGC 4298, Ambas a 55 milhões de anos luz.

Essas galáxias parecem muito diferentes porque as vemos anguladas em diferentes posições no céu. Na realidade elas são muito semelhantes em termos de estrutura e conteúdo.

Ambas as galáxias estão a aproximadamente 55 milhões de anos-luz de distância. Eles residem na constelação Coma Berenices (Cabeleira de Berenice) no Cluster Virgem de quase 2.000 galáxias. Ambos foram descobertos em 1784 pelo astrónomo William Herschel. Tais objetos foram chamados primeiramente simplesmente "nebulosa espiral", porque não se sabia até que ponto eles estavam longe. No início do século 20, Edwin Hubble descobriu que as galáxias são outras “cidades insulares” de estrelas distantes de nossa Via Láctea.

O Telescópio Espacial Hubble foi lançado a bordo do Space Shuttle Discovery em 24 de abril de 1990 e colocado em órbita terrestre baixa no dia seguinte. De sua posição acima dos efeitos de distorção da atmosfera da Terra, o Hubble observa o universo em luz quase ultravioleta, visível e infravermelho próximo. Nos últimos 27 anos, as descobertas revolucionárias do telescópio espacial revolucionaram os campos da astronomia e da astrofísica.

TELESCÓPIO HUBBLE 24.04.1990

 A Lenda da Constelação da Cabeleira de Berenice

Por volta do ano 243 a.C., a rainha Berenice II do Egito prometeu seus longos cabelos à deusa Afrodite se seu marido, Ptolemeu III Evérgeta I, retornasse são e salvo da guerra contra os selêucidas. A deusa atendeu ao pedido, e Berenice cortou sua cabeleira, ofertando-a no altar; no dia seguinte, porém, ela havia sumido. O astrônomo da corte afirmou que Afrodite ficara tão encantada com a oferenda que a levara para o céu.


Desde então, o asterismo antigamente conhecido como cauda do Leão foi popularizado com o novo nome, e oficializado entre as oitenta e oito constelações padronizadas cientificamente pela União Astronômica Internacional em 1928.

SEIS MÚMIAS ENCONTRADAS EM TÚMULO DE FARAÓ



Um grupo de arqueólogos descobriu seis múmias, sarcófagos de madeira de cores vivas e mil pequenas figuras funerárias em um túmulo da época dos faraós no sul do Egito, anunciou nesta terça-feira (18) o ministério das Antiguidades.
O túmulo, próximo à cidade de Luxor, um verdadeiro museu a céu aberto, e do Vale dos Reis, aparentemente pertencia a Userhat, um magistrado da 18ª dinastia (1550-1295 A.C.) que possuía o título de "juiz da cidade", mas que foi reutilizado séculos depois já sob a 21ª dinastia para abrigar outras múmia
"Foi uma surpresa encontrar tantos elementos dentro: utensílios de argila com o nome do proprietário do túmulo, vários sarcófagos e múmias, assim como mais de mil 'ushebti'", pequenas estatuetas funerárias que eram colocadas nos túmulos para substituir o morto na tarefas do além, indicou o ministro das Antiguidades, Khaled Al Anani, durante uma visita ao túmulo organizada para a imprensa.

"É uma descoberta importante, e não está terminada", comemorou Anani. "Há seis múmias, mas há outros fragmentos que indicam que pode haver outras no futuro", disse à AFP a porta-voz do ministério, Nevine El Aref.

O Egito aprovou recentemente vários projetos arqueológicos com a esperança de fazer novas descobertas.

CONCLUÍDO ESTUDO DE COMO MARTE PERDEU SUA ATMOSFERA

Imagem de Marte obtida pelo telescópio espacial Hubble em 2016
19.04.2017
Vento solar e radiação são as causas que fizeram Marte perder boa parte de sua atmosfera. O planeta, que pode até ter tido formas de vida a milhões de anos, é agora um mundo deserto e gelado. Estas são as conclusões procedentes dos estudos da sonda espacial Maven, da Nasa, projetada para estudar a atmosfera marciana, obtidas por cientistas liderados pela Universidade de Colorado Boulder.

O vento solar e a radiação foram os responsáveis pela perda de grande parte da atmosfera marciana e que essa perda foi suficiente para transformar radicalmente seu clima.
A maior parte dos gases que um dia estiveram presentes na atmosfera marciana se perdeu no espaço, segundo o professor do laboratório de Física Atmosférica e Espacial (LASP) Bruce Jakosky

Os cientistas mediram a abundância na atmosfera marciana de dois tipos de isótopos de argón, um gás nobre que não se prende em rochas nem reage com outros elementos.
Com esses dados, chegaram à conclusão de que 65% do argon que havia na atmosfera se perdeu no espaço.
Com os mesmos métodos concluíram que a maior parte do CO2 presente no planeta também se perdeu no espaço por pulverização.

Anteriormente já existiam dados que assinalavam que o gás atmosférico do planeta se havia perdido no espaço, porém está analise mediu a atual atmosfera de Marte para dar a primeira estimativa de quanto gás foi eliminado com o tempo.
A água líquida, essencial para a vida, não é hoje estável na superfície marciana porque sua atmosfera é demasiadamente fria e delgada para ela.
Sem dúvida, a evidência de canais que se assemelham a leitos de rios e minerais que só se podem formar na presença de água líquida indicam que antigamente o clima marciano era  suficientemente quente para que em toda sua superfície houvesse água durante longos períodos de tempo.

FORMAS DE PERDER A ATMOSFERA

Há muitas formas para que um planeta perca sua atmosfera, por exemplo, devido a reações químicas que podem prender os gás atmosférico nas rochas de superfície ou a atmosfera pode sofrer a erosão da radiação e do vento solar que emite sua estrela.

As estrelas jovens tem muito mais radiação ultravioleta e ventos nos quais a perda de atmosfera é muito mais possível por esses processos.


Também é possível que a vida microbiana existiu na superfície do planeta durante os primeiros estágios de sua história, porém a medida que foi esfriando e secando, qualquer tipo de vida pode ver-se forçada a se isolar sob o solo ou esconder-se em algum oásis na superfície.

SONDA MAVEN EM ÓRBITA DE MARTE DESDE SETEMBRO DE 2014
Os dados de Maven visam complementar os apresentados pelo robô explorador Curiosity, que revelam que o monte Sharp de Marte, situado dentro da cratera Gale, pode ser formado pelos sedimentos depositados no leito de um lago há milhões de anos.
“Marte parece ter reunido todas as condições necessárias para a vida ou parece tê-las conhecido na superfície, no passado. E isso levanta a questão de saber se alguma vez houve qualquer vida lá, e se houve, se esteve geneticamente relacionada com a vida terrestre ou com outra origem. No futuro, penso que estas questões sobre a vida e clima e a história do planeta vão estar realmente no centro da exploração “.