SEXTA-FEIRA 13


O mundo pode estar entrando em um período ainda mais conturbado do que aquele vivido durante o séc XX. Os preconceitos, racismo, nacionalismos, tendências e posições ultraconservadoras estão ganhando força, à medida que a situação econômica e social se deteriora.
É paradoxal o momento que vivemos. Ao mesmo tempo que grandes tabus são quebrados, em que mulheres, negros e trabalhadores assumem como governantes em nações tidas como conservadoras, outros tabus se criam. A Igreja Católica tem como Papa um de seus representantes mais conservadores, avesso a homossexuais, pesquisas cientificas, controle de natalidade, favorável à volta da venda de indulgências, enfim...um Papa medieval. Árabes e Judeus querendo fazer inveja a Hitler, adorariam exterminar um ao outro. Na Europa partidos e grupos neonazistas ganham força e importância . Por todo mundo ganham mais peso e destaque facções criminosas, cartéis de drogas, trafico humano e de órgãos. As instituições políticas se afogam na própria lama sem o menor pudor pois deixaram de ser imorais, são amorais, portanto para eles moral não existe.
Que tempos sombrios estamos vivendo. Na verdade todos os tempos sempre foram sombrios, embora tenha havido fases melhores e outras muito piores. Fala-se tanto na maravilhosa década de 60 do séc XX, mas não podemos esquecer que havia guerra fria, quase houve um conflito nuclear, tivemos golpes militares em muitos países, milhares de desaparecidos políticos, Kennedy foi assassinado. Não houve uma só década em que o mundo respirou aliviado.

Aliás, hoje está difícil até respirar, os níveis de poluição estão alarmantes, o aquecimento global está destruindo a Ásia, a Austrália e irá acabar rapidamente com o Ártico trazendo conseqüências imprevisíveis para todo o planeta. Sempre disse que quanto mais analiso o homem e sua história mais respeito os animais (irracionais....será?) Mas por quanto tempo ainda veremos animais (irracionais). O maior dos predadores com certeza irá aniquilá-los a todos, talvez mais rápido do que imaginamos.
Bernardo
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