CONGRESSO - AO SAIR LIMPE OS PÉS


Não gosto de reproduzir artigos de jornais. Acho que o Blog é um espaço alternativo de reflexão sobre temas que considero importantes. Mas vou abrir uma exceção, reproduzindo aqui uma breve carta de um leitor da Folha De São Paulo publicada no Painel do Leitor de domingo 5.07. Reproduzo a carta porque ela aborda com rara felicidade um tema dos mais importantes da conjuntura política nacional que vivemos atualmente e que deve ser para nós motivo de uma profunda reflexão. Teremos eleições em 2010 e, se quisermos que nossas instituições democráticas se tornem ao menos éticas, é hora de pensarmos no assunto com seriedade. Eis a carta enviada ao Jornal por Antonio Dílson Pereira, de Curitiba, Paraná.
Agaciel puxando Sarney,Renan e Garibaldi

“Realmente o Brasil é um país surrealista, com uma classe política inigualável. Nossos homens públicos não tem o menor respeito pelas posições que ocupam, pela população e pelo erário.
O mais grave é que, apanhados, o discurso é sempre o mesmo: não sabiam, nem mesmo quando os fatos envolvem seus familiares ou pessoas de seus círculos íntimos. Não têm a coragem, nem a dignidade de reconhecer que erraram. Nunca reconhecem seus erros e tentam se segurar nos cargos a qualquer custo. Em qualquer país do mundo o político acusado de alguma falcatrua retira-se de cena, recolhe-se e não tenta voltar. No Brasil, lamentavelmente eles não se retiram da cena política e quando são expelidos, fazem tudo para voltar.
Do outro lado aparecem os defensores da governabilidade que, em nome do pragmatismo, defendem os acusados, independentemente da gravidade dos fatos. Como hoje se defende a governabilidade para dar sustentação ao presidente do Senado, um homem que poderia ter se recolhido, após exercer a magistratura máxima da nação, não o fez e hoje colhe o que plantou. Da mesma forma o senador Renan Calheiros foi defendido em nome da governabilidade, quando era insustentável – tanto que não teve outra saída a não ser renunciar à presidência da Casa.
A lição do senador Renan Calheiros – que por sinal encontra-se envolvido na pendenga de hoje – não serviu para nada, a não ser para deteriorar ainda mais a imagem do Legislativo brasileiro, o que é uma pena. Por isso é que é atualíssima a máxima de Eça de Queiroz: ‘Os políticos, como as fraldas, devem ser trocados constantemente e pela mesma razão’.”

Acho de rara felicidade a conclusão do missivista e a máxima de Eça de Queiroz deve ser adotada como um slogan para a campanha eleitoral de 2010. O lamentável é que o nível educacional e cultural da população brasileira é tão baixo que a maioria não conseguirá entender o que Eça de Queiroz quis dizer. Aliás, a grande maioria se quer lê jornais ou Blogs e as novelas da Globo não estarão interessadas em divulgar o tema. Mas não há dúvida que é um grande slogan para o Brasil de hoje, pois, político muito tempo no poder certamente estará tão sujo e fétido como uma fralda não trocada.
Brasilia-sociedade secreta

SERÁ QUE NOSSA SOCIEDADE TERÁ CONDIÇÕES DE TORNAR A CHARGE ABAIXO COISA DO PASSADO? UMA HORA ISSO TERÁ QUE SER ENFRENTADO. POR QUE NÃO COMEÇAR AGORA?

Bernardo
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