INFORMAÇÃO É O CAMINHO PARA SALVAR O PLANETA


Realizou-se de 25 a 29 de setembro em Avila na Espanha o Congresso Internacional de Ecologia (12º. EEF Congress). Um milhar de ecologistas de mais de 50 paises tentam através da ciência encontrar respostas para as rápidas mudanças ambientais. Trinta e seis seções paralelas e mais de quinhentos painéis resumem as principais investigações ecológicas da atualidade.

Em um mundo sob pressão, os cientistas trabalham em temas ambientais buscando fórmulas para antecipar, atenuar e gerir as mudanças globais que afetam o planeta.

Para aqueles que não fazem idéia do que significa uma elevação de “apenas” dois ou três graus na temperatura média do planeta, Stuart Chapin mostrou que isso se traduz em que nos finais deste século os anos mais frios serão os que agora são os mais quentes. É o mesmo que dizer que o caloroso 2003, que reduziu a produtividade do planeta como nunca antes e que acabou com a vida de mais de 20.000 europeus, seria, por exemplo, um dos anos mais frios no final do século XXI. Também demonstrou que a intensidade dos incêndios está mudando, particularmente nas zonas sub polares do hemisfério norte. Agora se queimam estratos mais profundos do solo e isso acarreta que as comunidades vegetais que se criam após os incêndios são muito diferentes. Estes incêndios afetam também a fauna com implicações também sobre as comunidades humanas.

Stuart Chapin enfatizou a necessidade de transmitir a ciência à sociedade e aos políticos e administradores. Mas esta comunicação deve ser bilateral, o fluxo de informações deve ir em ambos os sentidos. As mudanças ambientais trancendem a ecologia e os cientistas devem ser não só escutados, mas também devem escutar o que as comunidades necessitam, entendem e valorizam. A idéia é impulsionar esses jovens a liderar essa troca de informações com bases cientificas já que eles tem a motivação e a paixão para mudar a sociedade e porque eles estão herdando o planeta.

Uma vez mais a mensagem de Chapin incide na rapidez das mudanças ambientais e na necessidade de atuar o quanto antes. Chapin instigou a mudar de enfoque: falemos de soluções e não de problemas. Se os cientistas se centrarem em documentar a crise ambiental e a quantificar os problemas, a sociedade se desconecta do discurso. Mas ao levantar desafios a resolver entre todos vai levantando o melhor de cada um, desde a criatividade ou a capacidade de inovação até a coordenação de iniciativas e a ajuda na transferência de idéias e informações.
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