META CLIMÁTICA EUROPÉIA RECEBE MAIS UM GOLPE

MANIFESTAÇÃO - ANTONIO BERNI

O Parlamento Europeu rejeitou ontem (6/7) uma resolução que apoiaria metas mais ambiciosas no corte das emissões de gases do efeito estufa até 2020, aumentando de 20% para 30% em relação aos níveis de 1990. Os membros do parlamento votaram contra a resolução após uma série de emendas, propostas por conservadores, enfraquecerem a integra do texto, denunciam parlamentares Verdes. A resolução elaborada por um parlamentar do Partido Verde, Bas Eickhout, não era compulsória, porém pretendia sinalizar apoio político para o aumento do corte de emissões, reportou o Financial Times.
Eickhout reclamou que a sua resolução havia sido "sequestrada" após parlamentares de centro-direita terem inserido uma emenda que tornaria o aumento da meta condicional. A votação, que apenas adia uma decisão, pois o assunto continuará a ser debatido, vem duas semanas após a Polônia, atual líder rotativo da UE, declarar que é contra a adoção de uma meta maior para o corte de emissões.
Toda esta rejeição é um sinal que o ímpeto das políticas climáticas está cada vez mais fraco na UE em meio a contensões de gastos devido à instabilidade financeira no bloco. A consultoria Thomson Reuters Point Carbon publicou uma nota na qual diz acreditar que a UE ainda adotará uma meta de redução de 25% das emissões até 2020, mesmo com toda a oposição da Polônia.
"Se, como nós esperamos, a UE adotar a meta de redução de 25% durante a primeira metade de 2012, seria necessário o corte de emissões na ordem de 1 bilhão de toneladas durante a terceira fase do esquema europeu de comércio de emissões", estima o gerente comercial da Thomson Reuters Point Carbon Kat Brevik.
A crise econômica que explodiu em 2009 ao redor do mundo contribuiu muito para a redução das emissões de gases do efeito estufa na Europa e por isso alguns países, como França, Alemanha e Reino Unido, defendem que faria muito mais sentido uma meta mais ambiciosa para 2020. A Comissão Europeia estima que a meta de 30% custaria apenas 0,54% do PIB do bloco, exigindo US$ 118 bilhões.

*Com informações de agências internacionais.
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