PORQUE É IMPORTANTE ESTUDAR MARTE


MARTE HÁ 4,3 BILHÕES DE ANOS TAMBÉM ERA UM PLANETA AZUL

Cientistas da Nasa descobriram que Marte já teve um oceano com mais água do que o Oceano Ártico da Terra. Análises da atmosfera marciana mostram que o planeta vermelho perdeu 87% de água no espaço.
A descoberta foi publicada em artigo na revista "Science" e afirma que, há 4,3 bilhões de anos, quando Marte ainda era úmido, havia água suficiente para cobrir completamente o planeta até uma profundidade de 137 metros. Acredita-se que a água formava um oceano que cobria a metade do hemisfério norte do planeta, onde alcançava até 1,6 km de profundidade.
Cientistas já consideravam essa parte do planeta como a zona mais propícia para ter um oceano em função das características geológicas do planeta. O oceano pode ter ocupado 19% da superfície de Marte. Para se ter uma ideia do que representa essa proporção, o Atlântico ocupa 17% da Terra.
- Nosso estudo estima que havia uma alta concentração de água em Marte, ao determinar as quantidades perdidas no espaço - afirma um dos autores do trabalho Gerónimo Villanueva, pesquisador no Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA, em Greenbelt (EUA).
A nova estimativa baseia-se em observações detalhadas de duas formas ligeiramente diferentes de água na atmosfera de Marte. Uma é a nossa familiar forma da água, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, H2O, e a outra é HDO, ou água semi-pesada, uma variação que ocorre naturalmente na qual um dos átomos de hidrogênio é substituído por um átomo de deutério.
Uma vez que a forma deuterada é mais pesada que a água normal, perde-se menos no espaço devido à evaporação. Por isso, quanto maior for a perda de água do planeta, maior será o quociente HDO para H2O na água que resta.
Há 3,5 bilhões de anos esta área estava embaixo d'água, veja representação abaixo
Representação de como era a cratera, a seta mostra o local onde está o robo curiosity na imagem acim a
Ao comparar a razão de HDO para H2O, os cientistas podem medir quanto é que aumentou a fração de HDO e assim determinar quanta água é que escapou para o espaço, o que por sua vez permite estimar a quantidade de água que Marte tinha no passado.
No estudo, a equipe mapeou a distribuição de H2O e HDO de forma repetida durante quase seis anos terrestres - o que corresponde a cerca de três anos em Marte - produzindo fotografias globais de cada uma, assim como o seu quociente. Os mapas revelam variações sazonais e microclimas, embora atualmente Marte seja essencialmente um deserto.
Marte deve ter perdido um volume de água 6,5 vezes maior do que as calotes polares atuais de modo a apresentar este alto nível de enriquecimento, o que significa que o volume do oceano primitivo de Marte deve ter sido de, pelo menos, 20 milhões de quilômetros cúbicos.

Baseada na atual superfície de Marte, uma possível localização para esta água seriam as planícies do norte que, desde longa data, têm sido consideradas boas candidatas devido ao solo baixo que apresentam. Um oceano primitivo nesse local teria coberto 19% da superfície do planeta - em termos de comparação o Oceano Atlântico cobre 17% da superfície da Terra.
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